Presente

Ontem recebi do meu grande amigo André Dahmer, dois pré-bonsai de presente:


Pré-bonsai de Paineira


Pré-bonsai de Jaboticabeira

Ambas foram retiradas da natureza, sem podas drásticas, sem alterar a forma da árvore. Não sei se já falei isso por aqui, mas esse tipo de muda, retirada diretamente da natureza, é chamada de Yamadori (em inglês, usa-se muito o termo “Yamadori Hunt“, onde os bonsaístas saem em busca de bonsai na natureza, sem utilizar técnicas como alporquia ou estaquia).

A Paineira foi presente, e a Jaboticabeira veio passar uma temporada aqui em casa, para fortalecimento das raízes e definição do estilo.

Belos exemplares, não? De início já vejo as duas como estilo Fukinagashi (varrido pelo vento), mas antes de fazer qualquer coisa vou analisar bem as plantas. Devo aramar a Jaboticabeira amanhã mesmo, pra já definir a forma que quero nela.

Estacas

Estou de volta. E aqui está um dos frutos de minha viagem para Minas Gerais:

Estacas de acerola. Pois é, não consegui resistir e, por não ter tempo suficiente para fazer uma alporquia (explicarei esta técnica em um futuro post), fiz algumas estacas. A estaquia (sashiki) é um método de propagação bastante utilizado no cultivo de bonsai, justamente por ser mais rápido que o plantio de sementes e podendo fornecer mudas com troncos grossos, bem próximas do material desejado.

Como se faz uma estaca? Muito simples, basta fazer um corte diagonal no galho que você deseja transformar em um tronco, removendo a “casca” do galho, deixando o “miolo” exposto, para que dali se formem as raízes. Todas as folhas das partes do caule que forem enterradas devem ser arrancadas e pelo menos 1/3 do comprimento das estacas deve ser enterrado.

As folhas da parte superior do caule deverão ser cortadas em 1/3 ou metade de seu tamanho, para reduzir a desidratação da planta. As estacas devem ser plantadas em um certo ângulo, assim como o corte feito para se formar as estacas. Quando a espessura (diâmetro) da estaca for superior a 8mm, dois cortes deverão ser feitos em diagonal, formando uma ponta, mesmo que esta ponta não esteja perfeitamente no centro do caule.

Antes de serem plantadas, as estacas podem ficar “de molho” em uma solução de hormônio enraizador, ou vitamina B1, por cerca de 12 horas, isso ajuda MUITO no surgimento de novas raízes. A mistura de solo usada para a maioria das estacas é a mesma usada para mudas em formação (30% de areia grossa, 40% de terra vermelha e 30% de terra preta) e deverão permanecer plantadas (e intocadas) por 12 meses, quando a muda já estará pronta para receber a primeira poda de galhos e raízes.

O cultivo de estacas não é uma técnica difícil de ser aplicada, basta que você faça as estacas em uma época de desenvolvimento acelerado da planta (evite o inverno, que é quando a maioria das plantas reduz seu crescimento), para obter um belo bonsai em um curto espaço de tempo.

As folhas ainda serão podadas, para que na próxima brotação, elas fiquem menores (folhas pequenas é uma das características principais de um bonsai). Plantei 5 estacas, vamos ver quantas vingarão.

Penjing de Serissas – Parte I

Aqui estão as 5 mudas de Serissa que comprei ontem, para montar o penjing. Apesar da recomendação geral ser a de usarmos árvores mais velhas já, optei por comprar mudas bem novinhas, para que eu pudesse começar o cultivo desde o início. Já comprei o vaso também, e agora só preciso da terra e de pedriscos. Quando tudo estiver pronto, coloco uma passo-a-passo completo aqui.

Com algumas podas, o replantio, e a estilização de alguns galhos e troncos, tenho certeza de que esse vai ficar um penjing muito bonito!

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