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Adalmir Rampini

Neste último final de semana estive em Petrópolis, visitando dois amigos, Adalmir Rampini e Alexandre Chow. Era uma visita que já estava para ser feita há tempos, porém o tempo (ou a falta dele) sempre nos atrapalhava, então aproveitando que meu irmão estava no Rio, pegamos nosso primo e subimos a serra.

A característica mais marcante em ambos é a hospitalidade. Adalmir nos recebeu em sua casa de portas abertas, nos mostrando seus projetos e explicando cada intervenção, inclusive o que tinha sido feito por ele e o que era obra de outra pessoa. Vocês podem achar que isso não é importante, porém eu digo que é sim. Honestidade é um conceito que muitas vezes é esquecido e algumas pessoas gostam de se apropriar do trabalho alheio sem dar o devido reconhecimento, ora, o fato de não ter sido você que realizou a primeira intervenção na planta, não vai desqualificar todo o seu trabalho, muito pelo contrário… Ao dar continuidade a um trabalho você está demonstrando que tem capacidade de interpretar a intenção daquela primeira pessoa e continuar a estilização, ou até mesmo mudar tudo. O respeito ao trabalho de outros é algo primordial no bonsai, e nesse quesito Adalmir Rampini não peca em nada! Vamos às fotos?

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Bonsai Mizuno

Não se pode falar de bonsai no Brasil sem mencionar os Mizuno. Pense em tradição e dedicação, e você verá que essas palavras fazem parte dessa família desde antes de chegarem ao Brasil. Abaixo reproduzo um pouco da história desta família, história esta que pode ser lida na íntegra no site Bonsai Mizuno.

O Bonsai está presente na família Mizuno há três gerações.

No início do século XX, Shoji Mizuno cultivava bonsai de Azaléias Satsuki como hobby na pequena vila de Tsumagi, interior da província de Gifu.

Naquela época, a prática do bonsai estava começando a se popularizar, sobretudo entre as classes de maior poder aquisitivo.

Nas horas de lazer com suas plantas, Shoji era freqüentemente acompanhado de seu filho Jiro, que desde muito cedo demonstrava interesse pela natureza, em especial pelas plantas.

Após a Guerra, o espírito aventureiro de Jiro o trouxe ao Brasil, onde logo conseguiu emprego como técnico em cerâmica. Em contato com outras pessoas da colônia, Jiro podia compartilhar seu gosto pelas plantas e pela natureza.

Na década de 60, já com sua própria oficina de cerâmica em Santo André (SP) Jiro e vários amigos fundaram o Paulista Cactus Clube, destinado ao intercâmbio entre colecionadores de Cactos.

Influenciado pela memória de seu pai e o incentivo de amigos, como os senhores Kodama, Iwasaki e Kokiso, o interesse de Jiro logo se voltou para os Bonsai. Com a diversidade de interesses aumentando, o clube, agora Associação do Verde, passou a realizar grandes exposições no ABC paulista (região que reúne Sto. André, S. Bernardo e S. Caetano), abrangendo desde samambaias, cactos e flores até bonsai e ikebana.

Como no Brasil não se encontravam bons vasos de cerâmica para bonsai, Jiro desenvolveu uma linha de vasos, que ainda hoje são fabricados pela Bonsai Mizuno.

Em 1973, visitando sua família no Japão, Jiro teve a oportunidade de estudar o cultivo de mini bonsai (mame) com o grande mestre Toshihiro Miyokan. A partir de 1980, Jiro sentiu necessidade de transmitir seus conhecimentos e experiência e começou a ministrar aulas gratuitas para amigos, como Luiz Carlos Martinho da Silva (Caíto), Luís Nakamura e Carlos Tramujas[...]

Trecho retirado do site Bonsai Mizuno

Já falei algumas vezes aqui sobre o futuro da arte, e sobre o que anda acontecendo também, porém antes de olharmos para o futuro, é essencial compreendermos como tudo começou, afinal, um país sem história é um país sem futuro. E como eu disse no início do post, não existe como falar da história do bonsai no Brasil, sem mencionar a família Mizuno, neste post veremos algumas fotos que o nosso repórter interestadual, Diogo Costa (meu irmão, que está morando em São Paulo), que esteve com a família Mizuno na última semana fez. Todas as fotos estão disponíveis no Álbum Bonsai Mizuno, no FlickR do Projeto Bonsai, espero que gostem.

DIogo conta que foi muito bem recebido por D. Junca Mizuno e que passou ótimas horas passeando pelo vieveiro, gostou tanto da visita, que acabou voltando e fazendo um curso com eles e já disse que voltará lá outras vezes pois um dia não foi o suficiente para absorver todo o conhecimento que a família oferece. Fica a dica para quem mora em São Paulo e não conhece lugares para se aprender a cultivar bonsai.

Áceres, Azaléias, Buxinhos, Pinheiros… A família Mizuno também é responsável por algumas plantas do Mestre Hidaka, e além de tudo isso ainda fabricam seus próprios vasos, bem resistentes e muito bonitos. Tanto as plantas, quanto os vasos, ferramentas e outros utensílios, podem ser encontrados no próprio site da família (Bonsai Mizuno). Mas chega de conversa e vamos às fotos.

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Trabalho com Leucena

Amigos, hoje resolvi colocar por aqui um trabalho realizado com o bonsaísta Claudio José Teixeira. Ele possuía em sua casa, uma Leucena com mais de 5 metros de altura, a planta já havia estourado o vaso de plástico em que estava plantada, e suas raízes perfuraram o concreto como se fosse terra comum.

A Leucena é uma das árvores de crescimento mais acelerado que já vi até hoje, plantando através de semente, em uma questão de meses você consegue ter um bom exemplar para bonsai, sem contar a resistência da espécie, que sobrevive com o mínimo de terra (substrato) possível, muitas vezes apenas com umidade constante perto de suas raízes.

O Claudio é o único bonsaísta que conheço, que trabalha com essa espécie, quero dizer, ERA o único, pois depois de conhecê-la eu também peguei alguns exemplares para praticar um pouco.

Mas chega de papo, vamos às fotos, com algumas explicações antes:

Primeiro, foi necessário o uso de uma microretífica para serrar o tronco da Leucena, que é muito duro. O uso de uma ferramenta elétrica não deve ser feito a menos que você já possua alguma experiência no assunto, já que qualquer erro pode causar sérios danos (dependendo da ponteira utilizada, até corte de membros podem ocorrer). Toda a parte de cima da planta foi reaproveitada, estacas foram feitas para que se desenvolvam e ampliem nosso acervo desta espécie. Caso tenham alguma dúvida, não deixem de perguntar, basta deixar um comentário que assim que puder, responderei.

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Viveiro do Claudio José Teixeira

Bom dia amigos! Nesta última terça-feira visitei o viveiro do amigo Claudio José Teixeira, e trouxe fotos para que vocês consigam ver toda a qualidade do trabalho executado por este bonsaísta. Porém, antes das fotos gostaria de falar um pouco sobre este praticante da arte.

Claudio é uma pessoa simples, gente boa, daquelas que o papo rola solto por horas sem que percebamos, tanto que a noite começou a chegar e não deu tempo de ver tudo que ele faz. Ele gosta de trabalhar com plantas de grande/médio porte (como vocês verão pelas fotos) e o curioso é que, mesmo as de grande porte foram iniciadas de sementes e/ou estacas. Acreditem, ele não é adepto do Yamadori (técnica que consiste na retirada de árvores adultas da natureza, praticamente inteira, com raízes e tronco, o máximo que se faz são algumas podas, para melhor manejo da planta, prometo fazer um post só sobre Yamadori em breve), então suas plantas são conduzidas desde o início, propiciando um melhor controle e estilização das mesmas.

É recompensador, você poder falar “Este bonsai foi conduzido assim desde a semente, o plantei em 1999 ou 2000“, e a pessoa conseguir ver o resultado de 8, 9, 10 ou 15 anos de trabalho, é realmente MUITO impressionante a dedicação e empenho que são colocados em cada uma daquelas plantas. Outro fator interessante é a estilização de suas plantas, ele as conduz até chegar onde quer, e caso o resultado não tenha ficado satisfatório, ele poda todos os galhos e recomeça o trabalho novamente, mesmo que demore mais 2 ou 3 anos para chegar no estágio desejado, um artista em busca da perfeição, e não há como ser diferente, já que ele se inspira nos trabalhos do SiDiao (um dos melhores bonsaístas do mundo).

Calliandras, Ficus, Ulmus e Leucenas são as plantas predominantes deste viveiro, mas a variedade é imensa… Podocarpus, Pithecolombiuns, Pyracanthas… E muitos outros exemplares, todos com o seu potencial explorado ao máximo.

Vamos às fotos então? Só um detalhe… Essas três primeiras fotos são da mesma planta, eu tentei mas não consegui enquadrá-la em uma única foto, e sim é um pré-bonsai (digo pré, pois o próprio Claudio afirmou que ela ainda não está pronta). Clicando em “Continue lendo” você pode ver outras fotos.

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Curso da SBBonsai

falei aqui sobre a Sociedade Brasileira de Bonsai, o que eu não falei (mas está explicado no próprio site deles) é que quem se afilia à sociedade, passa a ter direito a um curso (realizado todo 1º sábado de cada mês) com o bonsaísta Claudio Ratto, atual presidente da Sociedade Brasileira de Bonsai.

Pois bem, eu sou inscrito na Sociedade, e neste último sábado (07 de Julho de 2008), fui até a casa do Claudio, para aprender mais um pouco sobre esta arte que me fascina mais, a cada dia que passa.

O Ratto é biólogo por formação, e possui uma bagagem gigantesca nesta área, o que lhe dá certas vantagens sobre outras pessoas que só começaram a entender de plantas com o cultivo de bonsai. As particularidades de cada família e/ou espécie, o entendimento do metabolismo da planta, a composição química dos adubos, o preparo de um solo mais ácido ou alcalino… Isso leva um pouco de tempo para se aprender, mas ele consegue colocar tudo de uma forma tão simples e didática, que você compreende tudo sem problemas. Eu recomendo este curso, apesar de um pouco longe para mim (as aulas acontecem em Itaipu – Niterói), valeu muito a pena, e ainda voltei de lá com um belo exemplar de Pithecolombium tortum (mais tarde coloco a foto por aqui), uma árvore bastante comum aqui no Rio de Janeiro, principalmente na Lagoa, Alto da Boa Vista e Aterro do Flamengo.

Abaixo estão algumas fotos do curso, para ver com mais detalhes, basta clicar nas fotos. Espero que gostem e se sintam incentivados a se filiar à Sociedade, garanto que não irão se arrepender.

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Bonsai Shumu

Neste último sábado (23/05/2008), estive em Teresópolis com a minha namorada (nada melhor do que comer um fondue, nesse friozinho, ao lado de quem se ama, certo?) e um casal de amigos, e enquanto ela foi passear na cidade, eu fui até o viveiro do amigo Luciano Benyakob, Bonsai Shumu (Estrada José Gomes da Costa Júnior, 4420, clique aqui para ver como chegar lá pelo Google Maps). Infelizmente eu não cheguei lá muito cedo então não consegui fotografar muita coisa, já que a noite caiu bem rápido também, fico devendo fotos melhores então e voltarei lá em breve, com toda a certeza.

Muito material de PRIMEIRÍSSIMA qualidade, que PRECISA ser mostrado, afinal devemos reconhecer o valor dos artistas nacionais (como já mencionei em outro post) e não ficar apenas babando pelo trabalho executado em outros países. Abaixo, algumas fotos de lá (o que foi possível fotografar), e no próximo post mostro as plantas que trouxe.

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Mamadeira

Já ouviram falar da técnica da mamadeira? Não, não é dar leite para o bonsai. Explico:

A técnica da mamadeira/escorredor é largamente utilizada para aumentar a grossura do tronco do seu bonsai, é principalmente utilizada com espécies coníferas (pois são espécies de crescimento lento).

A técnica é bem simples, basta plantar o bonsai em um escorredor de macarrão de plástico, desses que se utilizam em cozinhas, o susbtrato deve favorecer o escoamento da água e permitir uma boa aeração das raízes também, ou seja, pedriscos de 3mm. O solo deve ser composto por 70% de matéria orgânica e 30% de pedriscos (ou valores próximos desses). Depois de plantado no escorredor, proteja-o do sol direto e comece a adubar apenas 15 dias depois.

Ora, mas é só isso? Como funciona então?

Muito mais simples, o escorredor é todo furado, então com o tempo, as raízes vão começar a sair pelos furinhos do escorredor (furos de baixo, se começarem a sair pelos furos laterais, espere mais um pouco), e quando isso acontecer, você coloca o escorredor na mamadeira, que nada mais é do que uma bacia (mais ou menos 50% maior do que o escorredor), com furos no fundo (feitos manualmente, da maneira que preferir), e com bastante matéria orgânica. Basicamente seria como plantar o bonsai no chão, só que com a facilidade de movê-lo quando necessário. Com mais espaço para as raízes, o bonsai cresce mais rápido, engrossa o tronco e fica mais saudável. Na mamadeira, aconselha-se o uso de esterco curtido com terra adubada (50%-50%).

Quanto tempo ele deve permanecer no escorredor/mamadeira?

Isso depende do resultado que você quer, ele pode ficar ali quanto tempo for necessário, desde que você adube-o e faça as podas de educação também. Mesmo no escorredor, o bonsai pode ser aramado para que fique na forma desejada, apenas é necessário mais cuidado pois o seu crescimento será mais acelerado, ou seja, se não tomar cuidado o tronco pode ficar marcado pelos arames…

Depois de atingir o resultado desejado, basta cortar as raízes que ligam o escorredor à mamadeira, e depois remover o torrão do escorredor, fazendo a poda de raízes com cuidado e replantá-lo em um vaso definitivo. Simples, não? Mas lembrem-se de que essa não é uma técnica milagrosa, sempre é preciso paciência.

Aqui tenho uma foto da minha jaboticabeira, que acabei de colocar no escorredor:

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Bonsai Mania

Ontem estive na BonsaiMania, viveiro do bonsaísta Newton Carvalho. Ele possui uma coleção bem interessante de bonsai, e diversas mudas prontinhas para estilizarmos. Pitecos (pithecolobium) maravilhosos também, além de vários bonsai de grande porte.

Abaixo, algumas fotos de lá. Para ver todas as fotos, acesse o meu álbum no FlickR (clique aqui). Lembrando, que sempre que quiser ver a foto com mais detalhes, basta clicar na mesma.

Obrigado ao Newton Carvalho, por ter permitido que seu viveiro fosse fotografado. A Bonsai Mania fica na Av. das Américas, 3979 – Barra da Tijuca / Rio de Janeiro (clique para ver o mapa) Voltei de lá com duas mudas, um Ficus nerifolia, e um Pithecolobium. Depois coloco as fotos por aqui.

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