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Vasos de bonsai

Não era esse o post que eu ia publicar agora, mas confesso que fiquei muito empolgado com o que pude ver, e fotografar.

Os tão esperados vasos chineses comprados pela Chácara Tropical no ano passado finalmente chegaram, e são verdadeiras obras de arte, acredito que em breve vocês poderão ter acesso a todos os modelos diretamente no site deles, mas por hora vou colocar apenas alguns por aqui, só para vocês terem uma idéia do que está por vir.

Como eu já falei antes por aqui, são poucos os ceramistas brasileiros especialistas em vasos para bonsai, e 2 dos melhores ceramistas ainda estão sem forno, ou seja, sem produzir vasos. É um mercado a ser explorado ainda… Tudo bem, podemos fazer vasos de cimento e outros materiais, mas pessoalmente eu acho que certas plantas merecem um “cantinho” mais especial.

Sabe aquele bonsai que você passa mais tempo observando? Que poda com mais cuidado, deixa pegar mais sol? Então, para essas plantas você precisa encontrar um vaso bonito e especial. É bom lembrar que o vaso também ajuda a valorizar a planta, um vaso bonito faz toda a diferença na hora de dar um maior destaque ao bonsai, completando o conjunto.

Já falei um pouco sobre vasos por aqui, mas é sempre bom lembrar que a escolha de um vaso “errado” pode deixar seu bonsai um pouco “apagado“, sem destaque, afinal quando olhamos um bonsai temos que ver todo o conjunto, estrutura, copa, tronco, nebari (base) e o vaso também.

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Ficus

O Ficus é uma das espécies mais versáteis que existem, suportando podas drásticas, aramação, enxertia e diversos outros procedimentos sem maiores problemas. Sua facilidade em se recuperar de desfolhas e sua incrível resistência fazem dessa espécie uma das mais indicadas para quem quer iniciar na arte do bonsai.

Reparem que muitas vezes encontramos Ficus crescendo nas frestas de paredes, em calçadas quebradas, enfim em lugares onde a planta tem dificuldade em conseguir nutrientes, mas mesmo assim o Ficus consegue sobreviver, se desenvolver e crescer. Dentre as inúmeras variações de Ficus, as mais conhecidas e usadas no Brasil são o retusa, benjamina e nerifolia, existem diferenças básicas entre essas três variações (principalmente no formato das folhas), abaixo estão as fotos de um nerifolia, um benjamina (do amigo André Dahmer) e um (ou melhor, 3) retusa(s), respectivamente.

Agora algumas curiosidade sobre o Ficus, ou figueira:

  • O Ficus religiosa é a árvore onde Buda teve sua revelação religiosa;
  • O Ficus carica (que produz frutos comestíveis) é a primeira planta a ser descrita na Bíblia, pois foi com suas folhas que Adão se “vestiu” ao notar que estava nu;
  • A tão conhecida Hera, esta trepadeira que muitas pessoas usam para cobrir muros, é uma espécie de Ficus, mais precisamente o Ficus pumila.
  • Para os seguidores de Maomé, o figo também é sagrado, pois Maomé jurou por ele e pela oliva, na sura 95 do Corão, designada por “O Figo”.
  • O figo é considerado um fruto sagrado para os judeus. Ele faz parte dos sete alimentos que crescem na Terra Prometida, segundo a Torá (Deut. 8), o Antigo Testamento dos cristãos.
  • No Egito antigo o figo era o alimento usado para a engorda do ganso para a produção do foie gras (o fígado de ganso gordo) o que, provavelmente, deu origem ao nome da iguaria (foie, figo; gras, gordo).
  • Os  maias e os astecas utilizavam a casca de figueiras nativas da região para produzir o papel utilizado nos seus livros sagrados.
fonte: Wikipedia

Curioso, não? Em diversas religiões diferentes, em continentes diferentes, o Ficus possui similaridades em seu papel na história da Humanidade. Sem dúvida alguma, é uma espécie obrigatória no acervo de qualquer bonsaísta que deseja levar seu hobby a sério.

E vocês? Conhecem mais alguma curiosidade sobre o Ficus?

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Projeto Pessoal

Mais um projeto em andamento, outra Serissa chinensis, vinda de Minas Gerais (lembram da outra?) e trabalhada a quatro mãos, junto com meu irmão Diogo Costa (cliquem na foto para ampliar).

Nada de muito grandioso ou complicado, o amigo Fabiano Costa até sugeriu que eu transformasse em um Moyogui, mas acho que vou deixar um Hokidachi mesmo, pelo menos é o projeto inicial. Agora é só esperar mesmo, já fazem 3 semanas desde a intervenção e já recomecei a adubação orgânica, a cada duas semanas aplicarei um pouco de adubo químico foliar (pois com certeza as folhas já estarão de volta) e podas para aumentar a ramificação.

Os procedimentos que foram realizados nesta planta foram basicamente desfolha, poda de raízes e transplante, aliás, fomos obrigados a remover quase 65% das raízes para conseguir colocá-la neste vaso, porém esta é uma espécie bem resistente e sobreviveu sem problemas. Vários galhos grossos demais foram removidos também, assim como outros menores que atrapalhavam o conjunto. 30 minutos com o vaso submerso em uma solução com fertilizante mineral para raízes diluído em água, e depois meia-sombra por 2 semanas…

Por ser uma espécie já adaptada ao nosso clima, e por gostar bastante de calor, acredito que até o final do ano (ou antes disso) eu já tenha mais um belo exemplar em minha coleção. Ainda tenho alguns outros projetos recentes que gostaria de mostrar por aqui, então aos poucos vou postando, espero que gostem.

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Recomendações

Já indiquei por aqui alguns livros e acho que também já falei sobre a dificuldade de encontrar bons livros em português sobre bonsai, mas como se já não bastasse a falta de livros nacionais, ainda esbarramos em outra dificuldade: As editoras não publicam (ou importam) os livros em inglês (ou espanhol) por aqui.

Basta você visitar qualquer livraria e fazer uma rápida pesquisa. Raramente vai encontrar algum livro, e mais raro ainda é ele ser bom e didático, sim porque um livro pode ser um ótimo livro técnico, cheio de nomes científicos e termos complicados, que os iniciantes não entenderão ao ler.

Felizmente vivemos na era das facilidades, e nada mais fácil e prático do que usar a internet para resolver seus problemas, e se é difícil encontrar algo aqui no Brasil, então porque não procurar lá fora?

Sites como a Amazon, Stone Lantern, BCI-Books (obrigado pela indicação, Ratto), vendem livros fantásticos a preços razoáveis e o principal: Tax free. Pois é, não existe taxa de importação em livros (confira aqui), ou seja, paga-se apenas o frete que dependendo do lugar, pode sair bem barato.

Esses três livros acima foram minhas últimas aquisições, todos comprados na Stone Lantern e esperei algo em torno de 30 dias para recebê-los, considerando que alguns livros importados pelo Submarino podem demorar até 54 dias para chegar, 30 dias não é tanto tempo assim, né?

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A Visão

Pegue um planta bruta, sem nenhum tipo de trabalho ou condução. Como transformá-la em um bonsai? Basta aramar os galhos para baixo e podá-la? É só plantá-la em um vaso raso (ou bandeja)?

Sabemos que nada é tão simples assim. Claro que os monges chineses não ficavam pensando em regras quando faziam os seus, há mais de mil anos atrás, mas toda atividade sofre evoluções com o passar do tempo, ainda mais quando o ser humano está envolvido (já que temos a maravilhosa habilidade de “complicar” o que é simples), e no bonsai surgiram as regras. Em sua maioria, definidas pelos japoneses com o intuito de organizar um pouco as coisas, mas nunca com a intenção de desprezar determinado trabalho de determinado bonsaísta. As regras servem como alicerce para quem está começando, para entender o que pode ser feito para que a planta chegue onde você quer, sem danificá-la.

Eu considero as regras como um caminho trilhado, por onde é seguro passar, mas como eu disse no post sobre Talento, em um determinado ponto do caminho, as regras deixam de ser educadoras e passam a ser limitadoras. Mas não é exatemente sobre as regras que eu quero falar, afinal, ler um livro e decorar regras é fácil, não? Mas e como aplicá-las?

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A vaidade

Já mencionei esse assunto, indiretamente, outras vezes por aqui, mas hoje quero falar abertamente sobre:

A Vaidade

Esse orgulho extremo que podemos sentir, e que nos cega para o mundo ao redor. Bonsai é paz, certo? Paz, contemplação, meditação, paciência… Mas como, em uma arte tão sublime, existem pessoas vaidosas ao extremo?

Pessoas são pessoas, em qualquer lugar, em qualquer país. Se antes eram os monges que cultivavam bonsai, hoje a arte está ao alcance de qualquer um que se esforce um pouquinho para aprender. Pessoas mal-educadas, pessoas nervosas, de pavio curto… Pessoas arrogantes.

É triste às vezes perceber que os praticantes desta arte não se lembram do real significado de cultivar um bonsai, e usam suas plantas para inflar ainda mais seu ego, se achando no direito de criticar o trabalho alheio… Essas pessoas se acham tão superiores que saem por aí desmotivando quem quer aprender a arte, e classificando os trabalhos alheios como se fossem jurados de algum concurso.

O curioso é que essas mesmas pessoas raramente possuem algum trabalho magnífico, digno de receber prêmios internacionais… Vão na onda de outras pessoas, como aqueles grupinhos de “amigos” valentões que existem nos colégios, onde um fala e todos repetem. Se formos analisar a fundo o comportamento dessas pessoas vamos encontrar uma série de frustrações pessoais, que elas resolvem exteriorizar agredindo outros, mas isso aqui não é um blog de psicologia, então porque estou falando isso?

Na verdade, eu quero fazer um pedido a todos que visitam este blog, e que estão se envolvendo cada vez mais nessa arte. Além de paciência, tenham calma e serenidade… Não entrem em discussões sobre quem tem o melhor bonsai, jamais critique o trabalho de alguém, nunca menospreze uma pessoa que está pedindo ajuda. Lembre-se que ninguém nasce sabendo e que se você julga o seu bonsai melhor que o dos outros, pode apostar que lá fora (China, Japão, Tailândia etc.) existem exemplares que fariam o seu parecer um simples gravetinho.

Já temos tantas guerras pelo mundo… Não vamos estragar a arte com discussões guiadas pelo Ego. Quando perceber que está discutindo com alguém, cale a boca e vá embora, afinal, quando um não quer, dois não brigam, certo?

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Back on track

Olá amigos!

Estou de volta… Como eu já havia mencionado por aqui antes, o Projeto Bonsai participou do Intercon 2008 (a propósito, você pode ler minhas opiniões sobre o Intercon, no meu outro blog aqui), presenteando cada palestrante e membros da organização com um bonsai de jabuticabeira e, por conta desses preparativos, tive que deixar o blog um pouco parado.

Mas estou de volta, e hoje vamos falar um pouco sobre o que um bonsai pode representar em sua vida, na verdade eu não tenho a pretensão de afirmar exatamente o que você precisa para cultivar um bonsai, minha intenção é demonstrar alguns pontos essenciais (na minha opinião) que precisamos conhecer nessa arte milenar.

Como todos já devem saber (ou deveriam), bonsai é basicamente:

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Musgo

Olá a todos! Hoje vamos abordar um tema bem interessante e que às vezes causa muita confusão. O musgo. Qual a real função dele? Pra que as pessoas cobrem uma parte (ou a totalidade) do substrato com esse musgo? E a graminha? Isso faz mal ao bonsai?

Primeiro vamos pensar na origem disso tudo. Quando vemos uma árvore na natureza (e eu digo natureza mesmo, não na cidade), como é o local onde ela está? Geralmente com grama ao seu redor, certo? Ou alguma vegetação rasteira,  mas quase nunca a árvore está lá, só na terra, sem nada ao seu redor… Ela faz parte de um ambiente, e interage com o mesmo, exercendo algumas funções como por exemplo fornecer sombra para vegetações que não gostam de sol. Seu tronco raramente está limpo, pode possuir fungos, musgo, o que for mais propício para aquele ambiente, acaba crescendo por ali. Ora, uma árvore adulta não vai morrer por causa de um fungo aqui ou outro ali, mas no caso de surgirem por ali plantas parasitas (que “roubam” o alimento da árvore), a proliferação dessas plantas pode “sufocar” a árvore, fazendo com que ela se torne apenas um tronco, apenas uma fonte de alimento, mas esse é outro assunto, vamos voltar ao musgo.

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