Pois é, como eu já havia dito, resolvi me arriscar um pouco no mundo dos Pinheiro Negros, e acabei trazendo este exemplar do Mestre Hidaka. Não é nada digno de exposições, possui alguns defeitos, mas é uma planta para eu treinar ainda mais a paciência e atenção aos pequenos cuidados.
Essa é a espécie mais tradicional que existe na arte, e por um pouco de ignorância e muito medo eu relutei bastante em ter essa espécie em meu acervo. Dizem ser uma espécie difícil de cuidar, mas isso é bem relativo, tudo que ela precisa é basicamente muito sol.
É uma planta que nos ensina o tempo inteiro já que nos pinheiros tudo deve ser feito em determinadas estações do ano. Existe a hora de podar, a época de aramar, de adubar e principalmente de transplantar. É uma planta fascinante para este aprendizado, ainda mais para mim, que como morador do Rio de Janeiro estou acostumado a fazer qualquer procedimento durante qualquer época do ano, dificultando assim o aprendizado do tempo que as plantas precisam.
De aprendizado eu já tirei que devemos ter menos medo. Aconselho a todos a tentarem pelo menos uma vez, ter um pinheiro negro em seu acervo, mesmo não sendo uma planta nativa, mesmo tendo uma forma completamente diferente de se cuidar, se o clima de sua cidade permitir, tenha um! Você não se arrependerá…
Já que ainda estamos no clima do dia dos namorados, vou colocar aqui a atualização da Pyracantha que minha namorada me deu no ano passado.
Muitas alterações, não?
Porém não é exatamente sobre a planta que eu gostaria de falar… Esse bonsai representa muito mais pra mim do que qualquer outro que eu tenho, presentes são assim. Ainda mais quando o presente é de uma pessoa tão especial para mim quanto a Vanessa, minha namorada.
O caminho de um bonsaísta é longo, e por muitas vezes não percebemos que estamos entrando de cabeça, e rápido demais, nesse mundo. Quando eu digo que bonsai é um vício, eu quero dizer realmente isso… Você começa com um ou dois, e depois perde a conta. É preciso ter alguém ao seu lado, para te segurar de vez em quando, te mostrar a situação “do lado de fora“.
Aos poucos vou colocando por aqui as plantas que trouxe de Atibaia para minha coleção pessoal. Essa viagem foi providencial, permitiu que eu tivesse acesso à um material fantástico, e isso deu um “upgrade” na minha coleção, material para trabalhar é o que não me falta agora.
Vamos à primeira?
Uma Pyracantha, mesma espécie do bonsai que minha namorada me presenteou no ano passado. Já realizei o transplante para este vaso, com a ajuda do amigo Edson Freitas, porém algumas correções ainda serão fetias, como por exemplo esse “morrinho”, a intenção é que a planta só tenha raízes dentro do vaso, com aquela aparência de horizonte mesmo… Isso deve ser trabalhado em Agosto, vamos ver como a planta se comporta até lá.
A copa será reestilizada também, dando um aspecto mais triangular à ela, por enquanto estou deixando que ela se recupere, pois cortamos muitas raízes de absorção (alimentação).
É uma peça com um grande potencial, um nebari bem desenvolvido e uma boa conicidade (que talvez não dê para perceber direito pela foto), e tenho certeza de que em 2 anos terá um lugar de destaque no meu acervo.