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De Atibaia – Parte III

Mais alguns bonsai vindos da Regina Suzuki, dessa vez são 2 (dois) Jasmins que escolhi para serem a representação da minha visita ao viveiro desta incrível bonsaísta.

Reparem na suavidade das curvas e na riqueza de detalhes do nebari (cliquem nas fotos para ampliar):

Essas plantas não passam de 10cm de altura, ou seja, são classificadas como mames e precisam de um cuidado a mais, já que os vasos são bem pequenos e por isso não retém muita água.

Não há muito o que se alterar nessas plantas, só um pequeno redirecionamento em alguns galhos e uma adubação mais freqüente para que ela fique mais cheia, porém estou esperando que ela se adapte ao novo clima antes de fazer qualquer coisa.

Sempre que visito algum viveiro, tento trazer algum trabalho que me lembre aquela visita, foi assim na visita ao Luciano Benyakob, ao Claudio Teixeira, Alexandre Chow e outros… Acredito que em breve poderei mapear boa parte do Brasil só de olhar minha coleção. Não importa se são bonsai prontos ou mudas em desenvolvimento, cada planta aqui em casa tem uma história que faço questão de manter viva em minha memória e aqui no blog.

Ainda tenho mais 6 plantas para mostrar por aqui, mas acho que vou intercalar com outros posts, principalmente porque na próxima semana já é a Oficina de Bonsai com o Luciano Benyakob (já se inscreveu?) e tenho certeza de que terei muitas fotos para publicar, fora a visita recente que fiz ao Jardim Botânico daqui do Rio de Janeiro, fonte de inspiração para muitos trabalhos.

Enfim, muita coisa para falar e pouco tempo para postar, acho que vai ser sempre assim. E que bom, né? Sinal de que a arte do bonsai está se movimento aqui no Rio de Janeiro e espero que em breve o Brasil inteiro siga o mesmo rumo.

De Atibaia – Parte II

Pois é, como eu já havia dito, resolvi me arriscar um pouco no mundo dos Pinheiro Negros, e acabei trazendo este exemplar do Mestre Hidaka. Não é nada digno de exposições, possui alguns defeitos, mas é uma planta para eu treinar ainda mais a paciência e atenção aos pequenos cuidados.

Essa é a espécie mais tradicional que existe na arte, e por um pouco de ignorância e muito medo eu relutei bastante em ter essa espécie em meu acervo. Dizem ser uma espécie difícil de cuidar, mas isso é bem relativo, tudo que ela precisa é basicamente muito sol.

É uma planta que nos ensina o tempo inteiro já que nos pinheiros tudo deve ser feito em determinadas estações do ano. Existe a hora de podar, a época de aramar, de adubar e principalmente de transplantar. É uma planta fascinante para este aprendizado, ainda mais para mim, que como morador do Rio de Janeiro estou acostumado a fazer qualquer procedimento durante qualquer época do ano, dificultando assim o aprendizado do tempo que as plantas precisam.

De aprendizado eu já tirei que devemos ter menos medo. Aconselho a todos a tentarem pelo menos uma vez, ter um pinheiro negro em seu acervo, mesmo não sendo uma planta nativa, mesmo tendo uma forma completamente diferente de se cuidar, se o clima de sua cidade permitir, tenha um! Você não se arrependerá…

Dia dos namorados

Já que ainda estamos no clima do dia dos namorados, vou colocar aqui a atualização da Pyracantha que minha namorada me deu no ano passado.

Muitas alterações, não?

Porém não é exatamente sobre a planta que eu gostaria de falar… Esse bonsai representa muito mais pra mim do que qualquer outro que eu tenho, presentes são assim. Ainda mais quando o presente é de uma pessoa tão especial para mim quanto a Vanessa, minha namorada.

O caminho de um bonsaísta é longo, e por muitas vezes não percebemos que estamos entrando de cabeça, e rápido demais, nesse mundo.  Quando eu digo que bonsai é um vício, eu quero dizer realmente isso… Você começa com um ou dois, e depois perde a conta. É preciso ter alguém ao seu lado, para te segurar de vez em quando, te mostrar a situação “do lado de fora“.

(mais…)

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