Archive | Projetos Pessoais

Cerveja Social Clube

Por onde você anda?

Pois é amigos, isso aqui ficou bem abandonado, né? Muita correria, muito trabalho, e infelizmente pouco tempo para o bonsai. Continuo cuidando dos meus, mas em um ritmo bem menos acelerado, podando de vez em quando, mantendo-os saudáveis, mas sem nenhum tempo extra para novos experimentos ou até mesmo novas espécies.

O motivo é basicamente estudo e trabalho. Pós-graduação consome muito tempo, e o trabalho então… Só que como vocês, que acompanham o blog desde o início, devem ter percebido, eu não consigo sossegar por muito tempo. Resolvi abrir minha própria empresa. Meus amigos no Facebook já devem ter percebido há tempos, só pelas fotos que eu postava por lá, mas a empresa foi lançada oficialmente na última sexta-feira (06/01/2011).

www.cervejasocialclube.com.br

Mas como você pula de bonsai para cerveja, Vinicius? Eu sou curioso, e quando descobri que a cerveja de verdade vai muito além das que conhecemos aqui no Brasil, resolvi aprender um pouco mais, e confesso que tenho gostado bastante. É um desafio, cuidar de embalagem logística, atendimento… Mas o que seria da vida sem esses desafios, né? Fiquem tranquilos, que eu não vou abandonar o bonsai, e nem fechar o Projeto. De vez em quando venho aqui, e prometo postar a evolução das minhas plantas aos poucos. O essencial para se iniciar no bonsai já foi todo postado por aqui, e em outros blogs e fóruns. Agora o que temos que fazer é trocar ideias, só isso.

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Azaléia

Estavam sentindo falta de conteúdo prático por aqui?

Semana passada trabalhei essa Azaléia, já estava adiando há tempos e a planta estava sofrendo por isso, crescendo apenas para um lado (por descuido de não girar o vaso para que todos os lados recebessem a mesma quantidade de sol). A intervenção que fiz foi drástica, porém necessária para o que eu planejo para esta planta. Como podem ver ali na primeira foto, o nebari dela é bem interessante, porém na próxima intervenção irei replantá-la um pouco inclinada, para harmonizar ainda mais o conjunto.

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De Atibaia – Parte VI

E que tal este outro exemplar de Pithecellobium tortum? Acho que já disse dezenas de vezes por aqui, que esta é uma das minhas espécies favoritas devido ao seu forte vigor e versatilidade, sendo adaptável aos mais diversos estilos de trabalho.

Com o tempo vamos aprendendo a selecionar melhor o material para trabalharmos, mas não tem jeito, no início investimos em muito material que não vai se desenvolver, damos cabeçadas em paredes insistindo em espécies e materiais que jamais tentaríamos se já tivéssmos alguma experiência. Tudo é aprendizado, tudo mesmo… Todo bonsaísta carrega nas costas o peso de ter matado várias plantas, jovens ou velhas, mudas ou bonsai prontos, todos erramos e é assim que aprendemos.

Ainda tenho um longo caminho pela frente, e através dos posts aqui no blog eu tento mostrar a minha evolução, tanto na parte teórica quanto prática. Um exemplo disso pode ser visto se vocês olharem os meus primeiros posts e as primeiras plantas adquiridas, e depois comparar com esses materiais que trouxe de Atibaia. E não tenho dúvidas de que com o passar dos anos, isso vai ficar ainda mais evidente, pelo menos eu espero, né?

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De Atibaia – Parte V

Mais um pré-bonsai, vindo de Atibaia – SP, dessa vez do viveiro de Regina Suzuki. É um Pithecellobium tortum, uma das minhas espécies preferidas e que não hesitei em trazer quando estive por lá, assim que chegamos no Rio já troquei o vaso para este redondo, feito por Shugo Izumi, que era maior do que o vaso em que ele estava anteriormente, isso ajudou a planta a se recuperar e crescer mais (atualmente está com muito mais folhas do que nesta foto).

Na minha visão, é um material com um grande potencial e aos poucos irei postando sua evolução por aqui.

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De Atibaia – Parte III

Mais alguns bonsai vindos da Regina Suzuki, dessa vez são 2 (dois) Jasmins que escolhi para serem a representação da minha visita ao viveiro desta incrível bonsaísta.

Reparem na suavidade das curvas e na riqueza de detalhes do nebari (cliquem nas fotos para ampliar):

Essas plantas não passam de 10cm de altura, ou seja, são classificadas como mames e precisam de um cuidado a mais, já que os vasos são bem pequenos e por isso não retém muita água.

Não há muito o que se alterar nessas plantas, só um pequeno redirecionamento em alguns galhos e uma adubação mais freqüente para que ela fique mais cheia, porém estou esperando que ela se adapte ao novo clima antes de fazer qualquer coisa.

Sempre que visito algum viveiro, tento trazer algum trabalho que me lembre aquela visita, foi assim na visita ao Luciano Benyakob, ao Claudio Teixeira, Alexandre Chow e outros… Acredito que em breve poderei mapear boa parte do Brasil só de olhar minha coleção. Não importa se são bonsai prontos ou mudas em desenvolvimento, cada planta aqui em casa tem uma história que faço questão de manter viva em minha memória e aqui no blog.

Ainda tenho mais 6 plantas para mostrar por aqui, mas acho que vou intercalar com outros posts, principalmente porque na próxima semana já é a Oficina de Bonsai com o Luciano Benyakob (já se inscreveu?) e tenho certeza de que terei muitas fotos para publicar, fora a visita recente que fiz ao Jardim Botânico daqui do Rio de Janeiro, fonte de inspiração para muitos trabalhos.

Enfim, muita coisa para falar e pouco tempo para postar, acho que vai ser sempre assim. E que bom, né? Sinal de que a arte do bonsai está se movimento aqui no Rio de Janeiro e espero que em breve o Brasil inteiro siga o mesmo rumo.

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De Atibaia – Parte II

Pois é, como eu já havia dito, resolvi me arriscar um pouco no mundo dos Pinheiro Negros, e acabei trazendo este exemplar do Mestre Hidaka. Não é nada digno de exposições, possui alguns defeitos, mas é uma planta para eu treinar ainda mais a paciência e atenção aos pequenos cuidados.

Essa é a espécie mais tradicional que existe na arte, e por um pouco de ignorância e muito medo eu relutei bastante em ter essa espécie em meu acervo. Dizem ser uma espécie difícil de cuidar, mas isso é bem relativo, tudo que ela precisa é basicamente muito sol.

É uma planta que nos ensina o tempo inteiro já que nos pinheiros tudo deve ser feito em determinadas estações do ano. Existe a hora de podar, a época de aramar, de adubar e principalmente de transplantar. É uma planta fascinante para este aprendizado, ainda mais para mim, que como morador do Rio de Janeiro estou acostumado a fazer qualquer procedimento durante qualquer época do ano, dificultando assim o aprendizado do tempo que as plantas precisam.

De aprendizado eu já tirei que devemos ter menos medo. Aconselho a todos a tentarem pelo menos uma vez, ter um pinheiro negro em seu acervo, mesmo não sendo uma planta nativa, mesmo tendo uma forma completamente diferente de se cuidar, se o clima de sua cidade permitir, tenha um! Você não se arrependerá…

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De Atibaia – Parte I

Aos poucos vou colocando por aqui as plantas que trouxe de Atibaia para minha coleção pessoal. Essa viagem foi providencial, permitiu que eu tivesse acesso à um material fantástico, e isso deu um “upgrade” na minha coleção, material para trabalhar é o que não me falta agora.

Vamos à primeira?

Uma Pyracantha, mesma espécie do bonsai que minha namorada me presenteou no ano passado. Já realizei o transplante para este vaso, com a ajuda do amigo Edson Freitas, porém algumas correções ainda serão fetias, como por exemplo esse “morrinho”, a intenção é que a planta só tenha raízes dentro do vaso, com aquela aparência de horizonte mesmo… Isso deve ser trabalhado em Agosto, vamos ver como a planta se comporta até lá.

A copa será reestilizada também, dando um aspecto mais triangular à ela, por enquanto estou deixando que ela se recupere, pois cortamos muitas raízes de absorção (alimentação).

É uma peça com um grande potencial, um nebari bem desenvolvido e uma boa conicidade (que talvez não dê para perceber direito pela foto), e tenho certeza de que em 2 anos terá um lugar de destaque no meu acervo.

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Pyracantha

Lembram do último post de atualizações?

Desde a primeira intervenção, eu já pensava em fazer algumas mudanças “estruturais” na primeira planta, a Pyracantha que ganhei de presente da minha namorada. E há duas semanas eu tomei coragem… Cortei a raiz que estava definitivamente fora de contexto e troquei o vaso (o substrato já havia sido quase todo tomado por raízes). É complicado fazer uma intervenção assim, não para a planta em si, mas para você que está executando o trabalho.

É preciso perder o medo de arriscar, certas intervenções são necessárias para o melhor desenvolvimento do bonsai. Às vezes, observando o trabalho de bonsaístas que já estão há muito tempo praticando, vemos que eles reiniciam trabalhos que julgávamos prontos e ficamos sem entender: “Mas já estava todo formado, os galhos todos certos, porque reduziu mais ainda e eliminou toda aquela copa trabalhada?” E só conseguimos entender de verdade depois de um ou dois anos, porque muitas vezes as explicações não são suficientes, é preciso ver para crer.

Isso não chega a ser um “defeito” de quem está começando, é do ser humano mesmo, o medo de mudanças, medo de estragar o que foi feito até então… Mas com o tempo, e com o conhecimento adquirido, você passa a perceber que é preciso dar um passo para trás, para conseguir dar outros três para frente. Isso se torna bem mais fácil depois que passamos da “fase homicida“, onde na pressa de testar todos os tipos de intervenções, matamos muitas das nossas plantas.

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