E que tal este outro exemplar de Pithecellobium tortum? Acho que já disse dezenas de vezes por aqui, que esta é uma das minhas espécies favoritas devido ao seu forte vigor e versatilidade, sendo adaptável aos mais diversos estilos de trabalho.
Com o tempo vamos aprendendo a selecionar melhor o material para trabalharmos, mas não tem jeito, no início investimos em muito material que não vai se desenvolver, damos cabeçadas em paredes insistindo em espécies e materiais que jamais tentaríamos se já tivéssmos alguma experiência. Tudo é aprendizado, tudo mesmo… Todo bonsaísta carrega nas costas o peso de ter matado várias plantas, jovens ou velhas, mudas ou bonsai prontos, todos erramos e é assim que aprendemos.
Ainda tenho um longo caminho pela frente, e através dos posts aqui no blog eu tento mostrar a minha evolução, tanto na parte teórica quanto prática. Um exemplo disso pode ser visto se vocês olharem os meus primeiros posts e as primeiras plantas adquiridas, e depois comparar com esses materiais que trouxe de Atibaia. E não tenho dúvidas de que com o passar dos anos, isso vai ficar ainda mais evidente, pelo menos eu espero, né?
Mais um pré-bonsai, vindo de Atibaia – SP, dessa vez do viveiro de Regina Suzuki. É um Pithecellobium tortum, uma das minhas espécies preferidas e que não hesitei em trazer quando estive por lá, assim que chegamos no Rio já troquei o vaso para este redondo, feito por Shugo Izumi, que era maior do que o vaso em que ele estava anteriormente, isso ajudou a planta a se recuperar e crescer mais (atualmente está com muito mais folhas do que nesta foto).
Na minha visão, é um material com um grande potencial e aos poucos irei postando sua evolução por aqui.
Mais alguns bonsai vindos da Regina Suzuki, dessa vez são 2 (dois) Jasmins que escolhi para serem a representação da minha visita ao viveiro desta incrível bonsaísta.
Reparem na suavidade das curvas e na riqueza de detalhes do nebari (cliquem nas fotos para ampliar):
Essas plantas não passam de 10cm de altura, ou seja, são classificadas como mames e precisam de um cuidado a mais, já que os vasos são bem pequenos e por isso não retém muita água.
Não há muito o que se alterar nessas plantas, só um pequeno redirecionamento em alguns galhos e uma adubação mais freqüente para que ela fique mais cheia, porém estou esperando que ela se adapte ao novo clima antes de fazer qualquer coisa.
Sempre que visito algum viveiro, tento trazer algum trabalho que me lembre aquela visita, foi assim na visita ao Luciano Benyakob, ao Claudio Teixeira, Alexandre Chow e outros… Acredito que em breve poderei mapear boa parte do Brasil só de olhar minha coleção. Não importa se são bonsai prontos ou mudas em desenvolvimento, cada planta aqui em casa tem uma história que faço questão de manter viva em minha memória e aqui no blog.
Ainda tenho mais 6 plantas para mostrar por aqui, mas acho que vou intercalar com outros posts, principalmente porque na próxima semana já é a Oficina de Bonsai com o Luciano Benyakob (já se inscreveu?) e tenho certeza de que terei muitas fotos para publicar, fora a visita recente que fiz ao Jardim Botânico daqui do Rio de Janeiro, fonte de inspiração para muitos trabalhos.
Enfim, muita coisa para falar e pouco tempo para postar, acho que vai ser sempre assim. E que bom, né? Sinal de que a arte do bonsai está se movimento aqui no Rio de Janeiro e espero que em breve o Brasil inteiro siga o mesmo rumo.