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Jardim Botânico – Rio de Janeiro (Parte II)

Vamos à segunda parte das fotos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro?

Tem como não se inspirar com paisagens como estas? Apesar de muito grande, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é bem preservado, e graças à iniciativa de algumas empresas, isso se torna ainda mais fácil, vejam por exemplo o trabalho que a Amil fez no Bromelário:

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Jardim Botânico – Rio de Janeiro (Parte I)

A natureza sempre deve ser nossa primeira fonte de inspiração quando falamos de bonsai. Há muitas frase célebres de bonsaístas famosos por aí, e até difícil saber quem falou o que primeiro, mas existe uma frase, que gosto muito, é atribuída ao famoso John Yoshio Naka:

Não tente fazer a sua árvore parecer um bonsai, faça com que o seu bonsai pareça uma árvore.

E é isso mesmo, essa simples frase simboliza toda a filosofia da arte. E existe melhor forma de conseguir isso do que observar as árvores in loco?

Estive no Jardim Botânico (daqui do Rio de Janeiro) no dia 20 de Junho/2009, para buscar um pouco mais de inspiração (planejo fazer alguma trilha pequena na Floresta da Tijuca em breve também). Eu já conhecia o Jardim Botânico, mas quando estamos praticando a arte, vemos as árvores de uma outra maneira, mas não somente as árvores e sim todas as plantas, observem esse Jardim Sensorial, por exemplo.

A mistura de cores, texturas e cheiros é muito interessante, uma experiência que os portadores de deficiências visuais podem experimentar em um nível muito superior ao nosso, que não conseguimos isolar nossos sentidos e acabamos por não sofrer uma imersão total no ambiente.

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Sergivaldo Costa

Mais uma novidade para vocês, graças ao crescimento do Projeto Bonsai agora temos mais um blog de um grande bonsaísta brasileiro: Sergivaldo Costa!

Auto-didata, Sergivaldo começou a cultivar bonsai em 1994 utilizando como material de estudo o pouco que havia disponível na época, revistas, fitas VHS (do Marcelo Miller) e materiais do gênero. Sua biografia pode ser lida por inteiro no seu blog aqui no Projeto Bonsai: http://sergivaldo.projetobonsai.com, o que acho interessante ressaltar é a sua dedicação com as plantas nativas de nosso país. Sergivaldo pode ser considerado de longe o maior defensor das espécies nativas, calliandras, pithecellobiuns, araçás e diversas outras plantas fazem parte de sua coleção, tudo feito na base da tentativa e acerto, com yamadoris, plantio de sementes, estaquias… Seu trabalho de divulgação através do portal Nativos do Nordeste era um dos pilares do Bonsai no Brasil, o portal infelizmente acabou, porém agora poderemos ver seus trabalhos na internet novamente.

Um dos seus trabalhos que considero mais impressionantes já está disponível no blog, que é o “Misho de Jurema Branca“, uma espécie fantástica que tive o prazer de conhecer através do próprio Sergivaldo, quando ele esteve em Niterói há alguns meses atrás.

Pra mim é uma grande honra ter este grande bonsaísta no time do Projeto Bonsai, e acredito que para os outros participantes do Projeto também. Seja muito bem-vindo, Sergivaldo, sinta-se em casa!

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Atibaia – Parte III

Na terceira parte de nossa viagem, visitamos o Mestre Ceramista Shugo Izumi (link para o mapa de localização do Atelier do Mestre). Eu pouco conheço sobre a arte de modelar cerâmica, porém vê-lo trabalhando me impressionou muito. A impressão que dá é a de que ele consegue fazer qualquer peça de olhos fechados.

Natural do Japão (da cidade de Saga), se dedica há 27 anos à cerâmica, desde que foi obrigado, em razão de uma hepatite, a se afastar das suas atividades de agrônomo. Radicado no Brasil desde 1975, o ceramista já exportou peças aos Estados Unidos e Japão, comercializando-as hoje em diversas regiões do estado de São Paulo.

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Atibaia – Parte II

A segunda parte da viagem foi no viveiro de Regina Suzuki. Ela esteve no viveiro do Mestre Hidaka e nos levou para conhecermos seu espaço e se eu já estava impressionado com o espaço do Mestre, o choque só aumentou ao ver a organização e qualidade das plantas, caso queira ver direto o álbum de fotos completo, acesse Viveiro – Regina Suzuki.

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Atibaia – Parte I

Como eu já havia falado no último post, estive em Atibaia nesta última sexta-feira (22 de maio/2009), podendo finalmente conhecer o viveiro do Mestre Osamu Hidaka (link para o mapa). Todas as fotos estão no álbum Viveiro do Mestre Osamu Hidaka.

A oportunidade surgiu quando o pessoal da Chácara Tropical convidou o Mestre para ministrar um curso na Tropical Bonsai e ao invés de pagar a passagem do Mestre, eles optaram por ir buscá-lo e conhecer seu viveiro (e claro, trazer muitas plantas). Edson Freitas, sabendo da minha admiração pelo Mestre, me ligou e fez o convite para que eu fosse junto, óbvio que aceitei, né? Afinal, só recusa um convite desses quem não bate bem da cabeça.

Depois de mais ou menos 6 horas de viagem (com uma parada para reabastecer as energias), já estávamos no paraíso.

Chegamos no viveiro por volta de 07:00AM e o Mestre já estava de pé, orientando seus ajudantes quanto a rega de suas plantas e nos recebeu com um típico chá japonês.

Confesso que não sou muito fã de chás, mas este feito pela D. Elisa Hidaka (esposa do Mestre), com arroz torrado, estava ótimo e serviu como combustível para me aquecer naquela manhã fria (típica da região).

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China

Antes que vocês me amarrem em praça pública pela falta de atualizações, trago para vocês algumas fotos da China. Essas fotos foram feitas no ano passado, quando Manoel Mendes foi até lá, comprar os vasos de bonsai que já postei por aqui.

É interessante observarmos a estrutura das plantas, e tentarmos compreender como eles atingiram esses resultados. Clima, solo, técnicas, paciência e tempo. Muitas plantas que colocarei aqui foram passadas de geração em geração, cultivadas no chão ou em grandes vasos, permitindo o rápido desenvolvimento. Isso sem mencionar as espécies, muitas delas facilmente encontradas por aqui (como o Ficus, por exemplo, e a Carmona também), que são de rápido desenvolvimento.

Vamos às fotos?

Esta foto acima é de um estilo conhecido como Banyan, uma árvore com aparência bem antiga, repleta de raízes aéreas.

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No começo…

Tenho recebido muitos e-mails (os quais planejo responder na próxima semana) de pessoas que acabaram de ganhar ou comprar um bonsai, e as dúvidas são basicamente as mesmas:

  • Como podar?
  • Onde cortar a raiz?
  • Como transplantar?
  • Como coloco os arames?
  • etc.

E eu só tenho uma única resposta para todos esses e-mails: Paciência.

Como eu já disse diversas outras vezes por aqui, bonsai é uma arte baseada na paciência. É preciso compreender que de nada adianta fazer todos esses procedimentos em seu bonsai recém-adquirido… É preciso observá-lo, entender suas necessidades para aí sim começar a mexer.

Quando digo que é preciso observar a planta, não é só filosofia, não são apenas palavras bonitas… Se começar a mexer sem saber o que fazer, você vai acabar matandoseu bonsai, e aí vai passar a achar (e espalhar) que cuidar de bonsai é difícil, quando isso está bem longe de ser verdade.

No Brasil temos a péssima mania de querer dar “um jeitinho“, de acelerar as coisas que deveriam ser lentas. Pense no Japão por exemplo, ou na China… Lá o bonsai é uma arte passada de geração para geração, claro que eles também usam técnicas para acelerar o crescimento da planta, mas mesmo isso é feito com calma e paciência. Acredito que o principal objetivo do bonsai é te deixar mais calmo, mais centrado, em contato com a natureza e com sua espiritualidade, então de que adianta realizar os procedimentos correndo?

Já vi diversos bonsaístas puxando o bonsai de seu vaso, sacudindo a terra para eliminar o torrão e arrancando suas folhas com as mãos, tudo isso em menos de 10 minutos. Funciona? Funciona… O resultado pode ser o mesmo para a planta, mas pessoalmente acredito que este não é o melhor caminho. Uma vez ou outra, quando o tempo é curto e a planta precisa ficar pronta logo, tudo bem, mas acho que cada poda, cada aramação, cada transplante deva ser feito com calma, sem interrupções e com muita paciência.

Também não estou dizendo que precisamos cuidar de nossas plantas pensando na próxima geração, mas é preciso compreender que tudo deve ser feito no seu próprio tempo, e que a pressa acaba resultando em um bonsai com “defeitos” básicos, que poderiam ser corrigidos se os procedimentos fossem feitos em etapas definidas.

Não importa o quanto você tente acelerar o processo, em menos de 2 anos (em média) não é possível considerar um trabalho “pronto. Então, a todos que me mandam e-mails querendo aprender tudo de uma vez, eu recomendo sempre a mesma coisa: Paciência. Aos poucos vamos chegando lá… Procure um curso de bonsai em sua cidade, se reúna com amigos bonsaístas e siga o caminho, um passo de cada vez. Aprenda sobre a fisiologia de sua planta, pesquise sobre sua espécie, entenda as reações dela às podas e transplantes antes de passar os arames, entenda as necessidades de seu bonsai antes de pensar na forma que ele vai ter.

Ps.: Estou devendo mais atualizações por aqui, né? Mas essa ausência é por uma boa causa, muitas novidades estão vindo por aí! Podem aguardar!

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