Vocês já devem ter ouvido falar nesse termo. Quando alguém fala que sua planta não apresenta uma “boa conicidade” está se referindo ao formato geral da planta, que quando observada na natureza possui a base larga e vai afinando até o topo, em um formato que lembra um cone.
É simples assim, conicidade é isso. E é daí que surgem os termos “boa conicidade“, “má conicidade“, “conicidade invertida” etc.
Desses termos, o mais curioso é o último, que é usado quando a planta tem a parte superior mais grossa que a base (algo como um cone de cabeça para baixo). Para muitos, e inclusive para concursos, isso é ruim para a apresentação do bonsai, já que na natureza a árvore, mesmo com intempéries, chuvas, seca, cresce sempre com uma conicidade regular, a base sendo maior justamente para susentar o resto da árvore. No bonsai, a conicidade invertida pode ocorrer por diversos fatores tais como:
Acima listei as causas mais “naturais“, porém a conicidade invertida pode surgir de diversos outros fatores, felizmente pra tudo existe uma solução. Infelizmente quase nenhuma solução lhe dará uma resposta imediata mas se você está se preocupando com conicidade, então já está mais do que acostumado a dar tempo ao tempo, já sabe que bonsai é paciência mesmo e que não existem fórmulas mágicas. Abaixo listarei algumas possíveis soluções, mas lembre-se de que sempre existe outra forma de se realizar um determinado procedimento e que cada um tem seus prós e contras (e tempos diferenciados de resposta).
Prontos para um post-gigante? Então vamos lá…
Quando começamos a estudar a arte do bonsai com mais dedicação, aprendemos que existem diversas vertentes de estudo, o que antes era “simples” pode acabar se tornando confuso, caso não tenhamos um pouco de discernimento para escolher qual caminho seguir.
Se você está lendo esse texto, provavelmente já sabe um pouco sobre a origem do bonsai, então já compreende que sendo uma arte em constante evolução, alguns países tomaram a liberdade de adicionar suas idéias à ela. O Japão saiu na frente, tanto que hoje em dia, se alguém falar de bonsai perto de você, o Japão será o primeiro país que você pensará. Mas apesar disso, diversos outros países desenvolveram rapidamente sua própria forma de fazer bonsai.
A Tailândia, por exemplo, possui belíssimos exemplares de árvores que inclusive podemos encontrar com facilidade aqui no Brasil, como Ficus (aliás, o ficus é encontrado em quase todo mundo), Pithecolobium, Jabuticabeira, em sua maioria com um estilo mais parecido com o Chinês, de árvores frondosas e cheias, como essa foto abaixo, retirada do site Siam Bonsai:
Pegue um planta bruta, sem nenhum tipo de trabalho ou condução. Como transformá-la em um bonsai? Basta aramar os galhos para baixo e podá-la? É só plantá-la em um vaso raso (ou bandeja)?
Sabemos que nada é tão simples assim. Claro que os monges chineses não ficavam pensando em regras quando faziam os seus, há mais de mil anos atrás, mas toda atividade sofre evoluções com o passar do tempo, ainda mais quando o ser humano está envolvido (já que temos a maravilhosa habilidade de “complicar” o que é simples), e no bonsai surgiram as regras. Em sua maioria, definidas pelos japoneses com o intuito de organizar um pouco as coisas, mas nunca com a intenção de desprezar determinado trabalho de determinado bonsaísta. As regras servem como alicerce para quem está começando, para entender o que pode ser feito para que a planta chegue onde você quer, sem danificá-la.
Eu considero as regras como um caminho trilhado, por onde é seguro passar, mas como eu disse no post sobre Talento, em um determinado ponto do caminho, as regras deixam de ser educadoras e passam a ser limitadoras. Mas não é exatemente sobre as regras que eu quero falar, afinal, ler um livro e decorar regras é fácil, não? Mas e como aplicá-las?