Posted on 11 janeiro 2010. Tags: aquecimento, cuidado, rega, sol
Ano Novo, vida nova. É assim que falam, não é? Não é sempre assim, mas essa frase é apenas para simbolizar a passagem de ano e a renovação das esperanças. E atualmente minha maior esperança é que o calor diminua, caso contrário o índice de morte nos bonsai vai aumentar muito. Tem feito tanto calor aqui no Rio de Janeiro que é preciso regar as plantas 4 vezes ao dia.
O calor é ótimo para o crescimento das plantas, porém quando se torna excessivo assim é um perigo, afinal a maioria de nós precisa trabalhar e como manter os bonsai protegidos durante nossa ausência? O ideal é deixar o bonsai em um local que não fique exposto ao sol das 11:00 às 14:00, e regar pela manhã e à noite, pois mesmo sem sol direto em cima do bonsai, o clima está abafado demais e a água vai evaporar nesse meio tempo.
Cuidado especialmente com as coníferas, juníperos e afins. São plantas bem sensíveis ao calor, assim como os Acers, Jasmins, Azaléias… Essa onda de calor é fatal para essas espécies.
Devemos aproveitar esse calor para pensar um pouco, ao invés de ligarmos os aparelhos de ar condicionado e continuar consumindo e poluindo o planeta. O Efeito Estufa é real, pro planeta isso pode não fazer tanta diferença afinal com água ou sem água ele vai continuar aqui, mas nós não. O Ser Humano não suporta temperaturas extremas e assim como estamos tendo altos picos de calor, as temperaturas abaixo de zero também chegarão (não no Rio de Janeiro, é claro), no Nepal já são mais de 240 mortos por conta do frio excessivo, e tudo está interligado.
Não é uma questão de Teoria do Caos, acho que devemos partir para a Teoria da Coletividade, a sujeira que você produz em um bairro que não é seu atinge os moradores daquela região, e assim como você suja lá, alguém de lá pode sujar o seu “quintal“. Pense no cenário micro (você, seu bairro, seu vizinho), e imagine o cenário macro agora (sua cidade, seu país, o país vizinho), é preciso que tenhamos atitudes micro para influenciar o macro. E não é questão apenas de reciclagem, é a reciclagem, o consumo consciente, o boicote a empresas que não “sejam verdes“. Aceitar que existe um problema é o primeiro passo…
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Posted on 01 junho 2009. Tags: arte, cerâmica, cultura, dedicação, Izumi, japão, Shugo, técnicas, trabalho
Na terceira parte de nossa viagem, visitamos o Mestre Ceramista Shugo Izumi (link para o mapa de localização do Atelier do Mestre). Eu pouco conheço sobre a arte de modelar cerâmica, porém vê-lo trabalhando me impressionou muito. A impressão que dá é a de que ele consegue fazer qualquer peça de olhos fechados.

Natural do Japão (da cidade de Saga), se dedica há 27 anos à cerâmica, desde que foi obrigado, em razão de uma hepatite, a se afastar das suas atividades de agrônomo. Radicado no Brasil desde 1975, o ceramista já exportou peças aos Estados Unidos e Japão, comercializando-as hoje em diversas regiões do estado de São Paulo.
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Posted on 02 fevereiro 2009. Tags: Aprendizado, arte, bonsai, cultivo, ficus, Fotos, natureza, técnicas
O Ficus é uma das espécies mais versáteis que existem, suportando podas drásticas, aramação, enxertia e diversos outros procedimentos sem maiores problemas. Sua facilidade em se recuperar de desfolhas e sua incrível resistência fazem dessa espécie uma das mais indicadas para quem quer iniciar na arte do bonsai.
Reparem que muitas vezes encontramos Ficus crescendo nas frestas de paredes, em calçadas quebradas, enfim em lugares onde a planta tem dificuldade em conseguir nutrientes, mas mesmo assim o Ficus consegue sobreviver, se desenvolver e crescer. Dentre as inúmeras variações de Ficus, as mais conhecidas e usadas no Brasil são o retusa, benjamina e nerifolia, existem diferenças básicas entre essas três variações (principalmente no formato das folhas), abaixo estão as fotos de um nerifolia, um benjamina (do amigo André Dahmer) e um (ou melhor, 3) retusa(s), respectivamente.



Agora algumas curiosidade sobre o Ficus, ou figueira:
- O Ficus religiosa é a árvore onde Buda teve sua revelação religiosa;
- O Ficus carica (que produz frutos comestíveis) é a primeira planta a ser descrita na Bíblia, pois foi com suas folhas que Adão se “vestiu” ao notar que estava nu;
- A tão conhecida Hera, esta trepadeira que muitas pessoas usam para cobrir muros, é uma espécie de Ficus, mais precisamente o Ficus pumila.
- Para os seguidores de Maomé, o figo também é sagrado, pois Maomé jurou por ele e pela oliva, na sura 95 do Corão, designada por “O Figo”.
- O figo é considerado um fruto sagrado para os judeus. Ele faz parte dos sete alimentos que crescem na Terra Prometida, segundo a Torá (Deut. 8), o Antigo Testamento dos cristãos.
- No Egito antigo o figo era o alimento usado para a engorda do ganso para a produção do foie gras (o fígado de ganso gordo) o que, provavelmente, deu origem ao nome da iguaria (foie, figo; gras, gordo).
- Os maias e os astecas utilizavam a casca de figueiras nativas da região para produzir o papel utilizado nos seus livros sagrados.
fonte: Wikipedia
Curioso, não? Em diversas religiões diferentes, em continentes diferentes, o Ficus possui similaridades em seu papel na história da Humanidade. Sem dúvida alguma, é uma espécie obrigatória no acervo de qualquer bonsaísta que deseja levar seu hobby a sério.
E vocês? Conhecem mais alguma curiosidade sobre o Ficus?
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Posted on 26 janeiro 2009. Tags: Aprendizado, Dúvidas, técnicas, trabalho
Vocês já devem ter ouvido falar nesse termo. Quando alguém fala que sua planta não apresenta uma “boa conicidade” está se referindo ao formato geral da planta, que quando observada na natureza possui a base larga e vai afinando até o topo, em um formato que lembra um cone.
É simples assim, conicidade é isso. E é daí que surgem os termos “boa conicidade“, “má conicidade“, “conicidade invertida” etc.
Desses termos, o mais curioso é o último, que é usado quando a planta tem a parte superior mais grossa que a base (algo como um cone de cabeça para baixo). Para muitos, e inclusive para concursos, isso é ruim para a apresentação do bonsai, já que na natureza a árvore, mesmo com intempéries, chuvas, seca, cresce sempre com uma conicidade regular, a base sendo maior justamente para susentar o resto da árvore. No bonsai, a conicidade invertida pode ocorrer por diversos fatores tais como:
- apodrecimento de parte do tronco: forçando a remoção desta parte para que a planta não morra;
- obstrução da seiva na parte superior do tronco: que pode ocorrer devido ao uso de arames muito apertados, fazendo com que “calombos” cresçam no tronco;
- crescimento desordenado de galhos: se para sustentar o crescimento vertical a planta “engorda” a sua base, nos galhos ocorre a mesma coisa, quanto mais comprido for o ramo, maior será a sua base e quando galhos muito próximos começam a crescer muito, isso pode aumentar o tamanho daquela região onde eles brotaram;
- etc;
Acima listei as causas mais “naturais“, porém a conicidade invertida pode surgir de diversos outros fatores, felizmente pra tudo existe uma solução. Infelizmente quase nenhuma solução lhe dará uma resposta imediata mas se você está se preocupando com conicidade, então já está mais do que acostumado a dar tempo ao tempo, já sabe que bonsai é paciência mesmo e que não existem fórmulas mágicas. Abaixo listarei algumas possíveis soluções, mas lembre-se de que sempre existe outra forma de se realizar um determinado procedimento e que cada um tem seus prós e contras (e tempos diferenciados de resposta).
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Posted on 26 novembro 2008. Tags: arte, escola, inovação, tradição
Prontos para um post-gigante? Então vamos lá…
Quando começamos a estudar a arte do bonsai com mais dedicação, aprendemos que existem diversas vertentes de estudo, o que antes era “simples” pode acabar se tornando confuso, caso não tenhamos um pouco de discernimento para escolher qual caminho seguir.
Se você está lendo esse texto, provavelmente já sabe um pouco sobre a origem do bonsai, então já compreende que sendo uma arte em constante evolução, alguns países tomaram a liberdade de adicionar suas idéias à ela. O Japão saiu na frente, tanto que hoje em dia, se alguém falar de bonsai perto de você, o Japão será o primeiro país que você pensará. Mas apesar disso, diversos outros países desenvolveram rapidamente sua própria forma de fazer bonsai.
A Tailândia, por exemplo, possui belíssimos exemplares de árvores que inclusive podemos encontrar com facilidade aqui no Brasil, como Ficus (aliás, o ficus é encontrado em quase todo mundo), Pithecolobium, Jabuticabeira, em sua maioria com um estilo mais parecido com o Chinês, de árvores frondosas e cheias, como essa foto abaixo, retirada do site Siam Bonsai:

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Posted on 20 novembro 2008. Tags: arte, descoberta, modificação, talento, visão
Pegue um planta bruta, sem nenhum tipo de trabalho ou condução. Como transformá-la em um bonsai? Basta aramar os galhos para baixo e podá-la? É só plantá-la em um vaso raso (ou bandeja)?
Sabemos que nada é tão simples assim. Claro que os monges chineses não ficavam pensando em regras quando faziam os seus, há mais de mil anos atrás, mas toda atividade sofre evoluções com o passar do tempo, ainda mais quando o ser humano está envolvido (já que temos a maravilhosa habilidade de “complicar” o que é simples), e no bonsai surgiram as regras. Em sua maioria, definidas pelos japoneses com o intuito de organizar um pouco as coisas, mas nunca com a intenção de desprezar determinado trabalho de determinado bonsaísta. As regras servem como alicerce para quem está começando, para entender o que pode ser feito para que a planta chegue onde você quer, sem danificá-la.
Eu considero as regras como um caminho trilhado, por onde é seguro passar, mas como eu disse no post sobre Talento, em um determinado ponto do caminho, as regras deixam de ser educadoras e passam a ser limitadoras. Mas não é exatemente sobre as regras que eu quero falar, afinal, ler um livro e decorar regras é fácil, não? Mas e como aplicá-las?
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Posted on 09 outubro 2008. Tags: ajuda, bonsai, Dúvidas, kit, semente
Lembram que eu já falei sobre um kit ideal para que as crianças comecem a se interessar pela arte do bonsai? Pois é, o leitor Hamilton Nogueira comprou o kit e me enviou as fotos, com algumas dúvidas que não puderam ser esclarecidas no manual que acompanha o kit, então vou aproveitar e colocar tanto as dúvidas quanto as respostas por aqui também, afinal outras pessoas podem estar com as mesmas dúvidas.
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Posted on 26 agosto 2008. Tags: adubo, adubo do Ratto, adubo orgânico, adubo químico, bonsai, cuidados, esterco, farinha de osso, osmocote, torta de mamona
Hoje vamos falar um pouco sobre a adubação de um bonsai, já que a falta de adubo é uma causa bastante comum da morte de muitos bonsai.
Em uma família padrão, desde pequeno vemos nossos avós, pais e outros adultos cuidando de plantas, eles enchem um vaso de terra preta e a plantinha fica lá por meses, anos… De vez em quando alguém joga água nela, e só. Esse é todo o cuidado que vemos, muito de vez em quando alguém vai lá e remove as folhas secas, ou então substitui alguma planta que veio a falecer, e quando começamos a cuidar de bonsai temos que reaprender a cuidar de plantas.
Descobrimos que não podemos usar somente aquela terra preta, que a rega deve ser diária (na grande maioria dos casos), podendo ser até 2, 3 vezes por dia (dependendo do calor), aprendemos que a poda é essencial para o desenvolvimento da planta (falarei sobre isso em um próximo post) e descobrimos também que precisamos alimentar a planta. “Ora, mas eu nunca vi meus pais ou avós adubando plantas!“, das duas uma… Ou eles realmente não adubavam as plantas, ou você não estava por perto quando eles faziam isso, mas é bem mais provável que a primeira opção seja a correta, e eu já explico o motivo, mas antes vamos compreender essa necessidade de adubar o bonsai.
Bonsai é uma árvore plantada em uma bandeja (basicamente), isso nós já sabemos, certo? Na natureza, esta mesma árvore seria capaz de conseguir alimento diretamente do chão, já no vaso, a situação muda. Por estar em um recipiente pequeno, com pouca terra, o bonsai pode rapidamente consumir todos os nutrientes presentes naquele solo, e é por isso que adubamos, para repor esses nutrientes e continuar provendo alimento para a árvore.
E como saber se preciso adubar o meu bonsai?
Em muitos lugares você vai ler que só se aduba a planta nos períodos de maior crescimento, ou seja, primavera e verão, só que isso nem sempre é válido, por exemplo aqui no Rio de Janeiro, como eu já disse antes, estamos SEMPRE no verão, no que chamamos de inverno aqui, as plantas até diminuem o crescimento, mas não entram em dormência, que seria a fase onde elas consumiriam menos alimento, ou seja, deixando que o adubo que estivesse sendo aplicado, ficasse no solo, podem aumentar a acidez do substrato e por conseqüência causar danos ao bonsai.
Mas esse site não é lido somente por cariocas, então é preciso cautela. Principalmente se estiver usando adubo químico.
Adubo químico? Existe mais de um tipo de adubo?
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