Ano Novo, vida nova. É assim que falam, não é? Não é sempre assim, mas essa frase é apenas para simbolizar a passagem de ano e a renovação das esperanças. E atualmente minha maior esperança é que o calor diminua, caso contrário o índice de morte nos bonsai vai aumentar muito. Tem feito tanto calor aqui no Rio de Janeiro que é preciso regar as plantas 4 vezes ao dia.
O calor é ótimo para o crescimento das plantas, porém quando se torna excessivo assim é um perigo, afinal a maioria de nós precisa trabalhar e como manter os bonsai protegidos durante nossa ausência? O ideal é deixar o bonsai em um local que não fique exposto ao sol das 11:00 às 14:00, e regar pela manhã e à noite, pois mesmo sem sol direto em cima do bonsai, o clima está abafado demais e a água vai evaporar nesse meio tempo.
Cuidado especialmente com as coníferas, juníperos e afins. São plantas bem sensíveis ao calor, assim como os Acers, Jasmins, Azaléias… Essa onda de calor é fatal para essas espécies.
Devemos aproveitar esse calor para pensar um pouco, ao invés de ligarmos os aparelhos de ar condicionado e continuar consumindo e poluindo o planeta. O Efeito Estufa é real, pro planeta isso pode não fazer tanta diferença afinal com água ou sem água ele vai continuar aqui, mas nós não. O Ser Humano não suporta temperaturas extremas e assim como estamos tendo altos picos de calor, as temperaturas abaixo de zero também chegarão (não no Rio de Janeiro, é claro), no Nepal já são mais de 240 mortos por conta do frio excessivo, e tudo está interligado.
Não é uma questão de Teoria do Caos, acho que devemos partir para a Teoria da Coletividade, a sujeira que você produz em um bairro que não é seu atinge os moradores daquela região, e assim como você suja lá, alguém de lá pode sujar o seu “quintal“. Pense no cenário micro (você, seu bairro, seu vizinho), e imagine o cenário macro agora (sua cidade, seu país, o país vizinho), é preciso que tenhamos atitudes micro para influenciar o macro. E não é questão apenas de reciclagem, é a reciclagem, o consumo consciente, o boicote a empresas que não “sejam verdes“. Aceitar que existe um problema é o primeiro passo…
Na terceira parte de nossa viagem, visitamos o Mestre Ceramista Shugo Izumi (link para o mapa de localização do Atelier do Mestre). Eu pouco conheço sobre a arte de modelar cerâmica, porém vê-lo trabalhando me impressionou muito. A impressão que dá é a de que ele consegue fazer qualquer peça de olhos fechados.
Natural do Japão (da cidade de Saga), se dedica há 27 anos à cerâmica, desde que foi obrigado, em razão de uma hepatite, a se afastar das suas atividades de agrônomo. Radicado no Brasil desde 1975, o ceramista já exportou peças aos Estados Unidos e Japão, comercializando-as hoje em diversas regiões do estado de São Paulo.
O Ficus é uma das espécies mais versáteis que existem, suportando podas drásticas, aramação, enxertia e diversos outros procedimentos sem maiores problemas. Sua facilidade em se recuperar de desfolhas e sua incrível resistência fazem dessa espécie uma das mais indicadas para quem quer iniciar na arte do bonsai.
Reparem que muitas vezes encontramos Ficus crescendo nas frestas de paredes, em calçadas quebradas, enfim em lugares onde a planta tem dificuldade em conseguir nutrientes, mas mesmo assim o Ficus consegue sobreviver, se desenvolver e crescer. Dentre as inúmeras variações de Ficus, as mais conhecidas e usadas no Brasil são o retusa, benjamina e nerifolia, existem diferenças básicas entre essas três variações (principalmente no formato das folhas), abaixo estão as fotos de um nerifolia, um benjamina (do amigo André Dahmer) e um (ou melhor, 3) retusa(s), respectivamente.
Agora algumas curiosidade sobre o Ficus, ou figueira:
Curioso, não? Em diversas religiões diferentes, em continentes diferentes, o Ficus possui similaridades em seu papel na história da Humanidade. Sem dúvida alguma, é uma espécie obrigatória no acervo de qualquer bonsaísta que deseja levar seu hobby a sério.
E vocês? Conhecem mais alguma curiosidade sobre o Ficus?