“Em cima do lance” mas ainda em tempo. Este mês teremos dois grandes eventos no Brasil, a presença de Salvatore Liporace e Lino Pepe na Chácara Tropical:
Posted on 02 setembro 2009.
“Em cima do lance” mas ainda em tempo. Este mês teremos dois grandes eventos no Brasil, a presença de Salvatore Liporace e Lino Pepe na Chácara Tropical:
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Posted on 01 setembro 2009.
Conforme prometido, aqui está a outra Calliandra que foi estilizada por Sergivaldo Costa durante sua passagem aqui pelo Rio de Janeiro.
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Posted on 24 agosto 2009.
Pense em uma espécie versátil, resistente e que aparenta ter bem mais idade do que realmente possui. Todas as qualidades que buscamos em um bonsai, certo?
Não sou nenhum especialista na espécie, e só possuo um exemplar da mesma, mas gosto muito dos trabalhos que vejo serem realizados com ela. Apesar de ainda preferir trabalhar com o Pithecelobium tortum, não posso deixar de reconhecer o valor e principalmente o vigor desta espécie. Abaixo vocês poderão ver uma intervenção feita por Sergivaldo Costa em uma Calliandra spinosa, espécie endêmica do Nordeste Brasileiro. Esta planta pertence à Chácara Tropical, e sua idade estimada é de 450 anos, impressionante, não?
Primeiro o transplante: Esta planta estava em recuperação em um caixote de madeira já há alguns meses, Edson Freitas e Jorge Armando fizeram o transplante para um vaso um pouco menor, de cimento, já que o caixote já estava se tornando bem frágil devido às constantes regas, chuva e sol.
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Posted on 17 agosto 2009.
Finalmente um tempinho livre para eu postar as fotos da oficina de bonsai com Sergivaldo Costa. A situação ficou bem complicada, mais de três semanas sem atualização alguma, e não é por falta de assunto já que temos as fotos dessa Oficina do Sergivaldo, meus projetos pessoais, livros sobre bonsai que estou lendo e várias outras coisas, o que falta é tempo mesmo. Espero que entendam… Mas chega de desculpas e vamos às fotos.
Vocês já devem ter percebido que aos poucos as nossas árvores nativas estão sendo cada vez mais utilizadas no bonsai, pelo menos aqui no Rio de Janeiro esse número vem crescendo bastante e isso vem acontecendo naturalmente, apesar de muitas tuias e juníperos ainda serem vendidas em mercados aos poucos vemos as jabuticabeiras aparecendo por aí. E em locais especializados em bonsai, as nativas estão se tornando ainda mais presentes, tanto por serem mais resistentes ao nosso clima quanto por sua versatilidade.
Pithecellobiuns e Calliandras (em especial a variação Spinosa) são, atualmente, as melhores espécies nativas para se trabalhar como bonsai. Sergivaldo Costa é uma referência nacional quando o assunto é Calliandra spinosa, some isso ao fato de que a Chácara Tropical possui o maior acervo de Calliandras spinosas do Brasil e você terá a fórmula do sucesso em uma Oficina de Bonsai.
E ele não perdeu tempo, já chegou colocando a mão na massa…
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Posted on 28 julho 2009.
Esse é o próximo evento que vai acontecer no Brasil. Organizado por Glauco Bastos e o pessoal do Bahia Bonsai Club, o evento vai ser um sucesso e ninguém pode duvidar disso, afinal com nomes como Rock Júnior e Sergivaldo Costa não tinha como ser diferente, né?
Abaixo você pode conferir a programação do evento, caso tenham mais alguma dúvida é só entrar em contato com o próprio Glauco Bastos no e-mail galucobastos@gmail.com :
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Posted on 23 julho 2009.
“Como faço pra engrossar o tronco do meu bonsai?“, se você fizer uma rápida busca em fóruns, blogs e no Orkut, verá que essa é a pergunta que aparece com maior freqüência na internet. E não só na internet, todos os iniciantes na arte querem saber apenas essa resposta, como se um tronco grosso fosse garantia de que seu bonsai vai ficar bonito ou vencer algum concurso.
Não é uma questão de ser grosso ou fino, de ter 50 ou 10cm de base, é uma questão de proporção! O tamanho e a espessura de seu bonsai estão diretamente ligados à conicidade do mesmo e a parte técnica disso você pode aprender nesse ótimo post do Rock Jr. Mas você pode ter um bonsai com 2cm de base, desde que a altura dele seja proporcional à isso.
Tenho observado há um bom tempo, essa corrida desesperada por melhorar o material mas ninguém se pergunta o motivo disso. Pra que você quer um bonsai com 40cm de base? Nebari radial, conicidade perfeita… Por que você busca isso?
E por conta dessa corrida, vem a clássica resposta (muitas vezes a resposta é dada pela própria pessoa que fez a pergunta): “Vou colocar num escorredor de macarrão“, como se o escorredor fosse a resposta mágica para o desenvolvimento da planta (eu já fiz um post sobre essa técnica: Bonsai na mamadeira). Faça isso com um Ficus, por exemplo… Em um ano você vai perceber que se ele estivesse em um vaso preto de plástico, cresceria muito mais. Não existem fórmulas mágicas para o crescimento de sua planta, são diversos fatores que influenciam, desde o clima, até o vaso e principalmente o substrato aliado a uma boa adubação, mas acredite: Se você comprou o seu bonsai há 1 mês, e não possui experiência na arte, de nada vai adiantar colocá-lo em um escorredor.
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Posted on 15 julho 2009.
Sergivaldo é um defensor das nativas, isso eu já havia dito quando inauguramos o blog dele aqui no Projeto Bonsai, e agora neste mês de Julho terei o prazer de estar presente novamente em uma oficina de bonsai com este profissional que, na minha opinião, já está entre os grandes nomes da arte no Brasil. Tanto por sua humildade, quanto pela forma de trabalhar e pelo seu carinho com as plantas nativas, em especial os Araçás e Calliandras…
A Oficina acontecerá nos mesmos moldes das anteriores, com dois dias (sábado e domingo) de teoria/prática em um clima agradável e com uma turma limitada a 15 alunos. As inscrições podem ser feitas através do telefone (21) 2493-2580, falando com Edson Freitas (responsável pela Tropical Bonsai).
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Posted on 13 julho 2009.
Temos o péssimo hábito de correr para nos tornarmos melhores que alguém, uma corrida sem sentido só para satisfazer nosso ego. Está tudo errado, TUDO errado.
“E onde a sorte há de te levar
Saiba o caminho é o fim, mais que chegar” – Little Joy (Next Time Around)
O aprendizado é que deve ser o nosso combustível, o resultado final não tem que ser o foco, e sim o aprendizado!
Paciência e tranqüilidade sempre devem ser a tônica do nosso caminho, seja lá o que estivermos aprendendo. A noção de que sempre existirá alguém que sabe mais e outros que sabem menos, jamais deve ser esquecida.
A arrogância de se considerar o melhor será sua ruína.
Estou lendo o livro Post-Dated: The schooling of an (ir)reverent bonsai monk, escrito por Michael Hagedorn. É um livro que relata o aprendizado de Michael no Japão, onde se tornou aprendiz de Mr. Shinji Suzuki. Existem diversas curiosidades sobre esse livro, como por exemplo a diferença de idade entre Michael e Mr. Suzuki, 5 anos apenas (Mr. Suzuki é 5 anos mais velho). Pra começar, Michael não chama o seu mestre de mestre, a palavra certa é Oyakata, que vem desde os tempos dos Samurais e significa algo como Lorde E Mestre, é muito mais um conceito do que uma palavra em si. O aprendizado se torna algo como uma relação entre pai e filho, e com conceitos completamente diferentes dos nossos…
Se são melhores ou piores, vai do entendimento de cada um, porém o respeito e a paciência com a qual eles lidam com bonsai deve ser reverenciada. Tudo é feito com extrema calma e delicadeza, não importando quanto tempo se demora, cada tarefa é encarada como uma lição e eu acredito que é assim que deveria ser.
Um exemplo disso foi quando Michael deixou cair alguma coisa em cima de um bonsai bem valioso, fazendo com que o vaso rachasse. Ele ficou preocupado, pois o vaso custava vários mil dólares, quando Mr. Suzuki entrou no estúdio e viu o vaso, nada falou, causando estranheza em Michael. A lição veio depois… Nas duas semanas seguintes, Michael ficou responsável pela manutenção daquele bonsai, sem trocar o vaso.
Conseguem perceber a sutileza do aprendizado? Ele rachou o vaso, e foi obrigado a encarar seu erro por 2 (duas) semanas! E mais ainda, conseguem perceber o valor dessa lição? Vocês aprenderiam algo caso isso acontecesse com vocês? Considerando nossa educação e cultura, muitos estariam aliviados apenas, já que não teriam que pagar o prejuízo causado.
Em outra ocasião, Tachi (outro aprendiz de Mr. Suzuki) deixou cair um vaso durante um evento, quebrando-o. E Mr. Suzuki o dispensou do trabalho pelo resto do dia. Michael compreendeu mais tarde que aquilo não era um dia de folga para Tachi, já que ele não conseguiria aproveitar o seu “descanso“, passaria o dia inteiro sabendo que havia sido dispensado pelo erro que cometeu e isso era uma vergonha imensa. Como bem disse o amigo Sergivaldo, aqui no Brasil provavelmente teríamos pessoas quebrando vasos de propósito se fosse assim.
O livro não ensina técnicas e nem possui uma galeria com plantas que jamais teremos em mãos, é “apenas” o relato de um aprendizado no Japão, e por “apenas” eu quero dizer TUDO. A empolgação (relatada por Michael) de Mr. Suzuki ao receber uma planta em sua casa, planta esta que ele só conhecia por fotos, é contagiante. A forma como ele descreve a planta, falando sobre seu jin natural dizendo que esse era seu diferencial, e que por conta daquela característica, ela era considerada uma planta da “liga dos campeões” e que jamais poderia ser melhorada, não importa por quem fosse ou que ferramenta de jin utilizasse… Eu sempre busco fazer um paralelo com o que vejo aqui no Brasil, e tenho certeza de que muitos que se julgam mestres por aí não pensariam duas vezes antes de “refinar” o trabalho nesta planta, só para demonstrar alguma coisa e tentar “melhorar” algo que não deveria ser mexido.
E vejam bem, não estou falando sobre as técnicas utilizadas por japoneses, chineses ou vietnamitas. Estou falando da relação entre mestre e aprendiz, entre bonsaísta e bonsai, entre o ser humano e o respeito pela vida, seja esta vida qual for. Lembrem-se disso quando forem transplantar, podar ou aramar seu bonsai que é um ser vivo também.
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