… Sem postar por aqui, hein? Ainda absorvendo todo o conhecimento passado na semana de aula da Escola Européia de Bonsai do Brasil – RJ, repensando meus trabalhos já realizados, planejando os próximos…
Foi uma semana bem intensa, de aprendizado intensivo. Eu definiria como uma semana crucial para mim (e é bom deixar claro que todo o conteúdo desse site representa apenas a minha opinião, minha visão sobre bonsai), uma quebra na forma como eu vinha aprendendo as coisas.
Vocês que acompanham o blog devem ter percebido que muita coisa mudou depois que li o livro do Michael Hagedorn (como bem detalhei neste post), reduzi a velocidade da busca pelo conhecimento e passei a aproveitar mais o caminho trilhado. Percebi que esse era o grande segredo, ter mais calma e mais paciência para absorver o conhecimento de forma mais completa.
Salvatore Liporace é um Mestre completo, e percebemos isso facilmente ao ver o respeito com que ele trata as plantas, por mais novas que sejam. Pra mim, essa foi a lição mais marcante desta semana.
É impressionante o quanto você pode mudar em uma única semana. Impressionante mesmo. Como aqui no Brasil temos pouquíssimos Mestres, nosso aprendizado acaba sendo pela internet e/ou com grupos de amigos, e sem perceber acabamos apressando muitas coisas e querendo resultados cada vez mais rápidos. Bonsai não é isso, nunca fui… E Liporace veio para nos mostrar como começar a trabalhar uma planta.
Ficava olhando as fotos que o Rock Jr. postava, e baba aqui do outro lado da tela, doido para poder participar e aprender com o Mestre e este ano, graças à Chácara Tropical, finalmente tivemos esta oportunidade. É curioso como o que antes era apenas um hobby sem maiores pretensões, se torna um objeto de estudo e dedicação.
Uma das melhores coisas desta Escola é a possibilidade de união entre os alunos. Salvatore sempre reforça isso, que o grupo deve estar unido e crescer em conjunto, a troca de conhecimento entre os alunos é fundamental! A convivência diária, o respeito pelo trabalho alheio e o auxílio quando o outro precisa de ajuda…
Aprendemos importantes lições como o ciclo anual de adubação, análise e escolha de plantas para trabalho, correção de defeitos no nebari, dentre vários outros assuntos. E agora? Agora é hora de recomeçar alguns projetos, de rever os caminhos escolhidos para certas plantas e acima de tudo, praticar bastante.


E pra quem não tem essa oportunidade de ter esse aprendizado, como fica?
Querendo ou não é um pouco desestimulante esse post.
Vinicius Costa Reply:
outubro 8th, 2010 at 8:01
Leonardo, aos poucos outras oportunidades dessas vão surgindo, até mesmo porque os alunos do Liporace costumam se tornar multiplicadores
Olá Vinicius.
Foi extremamente bem focado um dos maiores “vicios” do moderno Bonsai Ocidental.
Pessoalmente considero mesmo um dos pontos fulcrais para a criação de uma planta em Bonsai,que por aqui na Europa é também notoria essa vertente.
A pressa de se fazer um Bonsai para ir numa correria parar a uma mostra ou exposição, chega a ser a inimiga numero um da arte,em que se vai formando e desenhando a arvore sem os devidos “timings” e labores iniciais,dificeis de corrigir quando se percebe alguns anos mais tarde que ficamos com uma arvore de “presente” e não de futuro,que é o grande atrativo do Bonsai.O ganhar da “força” e beleza com a maturação,se for bem desenhado de inicio.
Felizmente existem pessoas que compreenderam essa essencia da arte,e que a estão a transmitir,como é o caso do Sr.Liporace que quem convive ou leia a sua noção com a arte,rapido comece a considerar um Mestre.
O strees de descascar madeira com as potentes fresas rotativas,rompendo veios e linhas da madeira é um dos exemplos fulcrais.Em que temos em 90 minutos arvores (supostamente) quase prontas,e uma madeira completamente destruida para envelhecer.O tal presente como fixação!!
Vinicius obrigado pela partilha da experiencia na escola Liporace,que tenho lido atentamente e degutado.
Uma enorme sorte para a continuação do seu curso e que tire o maior proveito de uma convivencia com um dos grandes nomes Ocidentais da transmição de conhecimentos baseado no que considero o verdadeiro carisma do Bonsai.
Uma saudação grande para todo o Bonsai Brasileiro que desejo tal como para o Europeu que encontre um caminho,com os pés seguros na realidade da arte.
Penso que escolas sob a alçada de srs. como Salvatore Liporace é uma grande impulso para que isso seja possivel.
Desde aqui da terrinha
Cumprimentos (e muitos “posts”)
Rodrigo Sousa
Ps.Parabens pelo bLog interessantissimo.
Olá
Estou tentando acessar a página de comentários do Sergivaldo Costa, sem sucesso. Não consigo pensar em outra alternativa para a minha pergunta, mas peço desculpas.
Vi o artigo “Misho de Jurema Branca”, e ele diz que faz a aramação assim que surgirem galhos. O surgimento de galhos na muda pequena (ele diz 25cm) acontece naturalmente? Ou é necessário poda do broto apical ou poda drástica?
Estou fazendo um MIsho de Caliandra, que já está com quase 40 cm, mas sem galhos.
Obrigado