Olá a todos!
Eu já falei por aqui sobre as classificações de bonsai de acordo com o seu tamanho, e vocês devem se lembrar que os pequenos (com tamanhos que variam de 10 a 25cm de altura) são chamados de Shohins, e há algum tempo atrás (mês passado, para ser mais preciso) aconteceu o julgamento do Concurso Shohin Bonsai 2008, realizado pelo Atelier do Bonsai. É um concurso “virtual“, onde você submete a foto do seu bonsai e este é julgado por grandes nomes do bonsai mundial, a princípio pode parecer meio confuso ter jurados internacionais julgando trabalhos brasileiros, mas é importante lembrar que, apesar de ainda estarmos iniciando neste arte, alguns trabalhos brasileiros nada deixam a desejar quando comparados com exemplares internacionais!
Como é o caso do Shohin de Pithecolobium tortum trabalhado pelo amigo Fabio Nery, que ganhou o 3º lugar neste concurso com este exemplar abaixo (cliquem na foto para maiores detalhes):
22cm de altura, estilo Moyogi… Lindo, não? Pois assim são todos os trabalhos do Fabio, detalhista, cuidadoso e compactos… Em breve colocarei outras fotos por aqui, por hora deixo novamente meus parabéns pelo concurso!
Olá pessoal, tudo certo com vocês?
Bom, hoje vou postar aqui a evolução de uma intervenção feita há algum tempo (mais ou menos 2 meses atrás). Pois bem, ela cresceu e encheu toda novamente, e eu a deixei crescer livre assim justamente para ter mais opções de ramos, que seriam selecionados mais tarde. Ficarei devendo uma foto mais recente do seu estado pré-poda, mas ela estava no famoso formato “bolinha” completamente cheia, mais ou menos assim:

Neste último sábado (01 de Novembro), estive na Chácara Tropical e trabalhei algumas plantas, dentre elas esta Calliandra, fiz a desfolha total e comecei a traçar o futuro da planta, fazendo um jin no ápice, para que este atravesse a copa, quando estiver completa. Como o tempo era curto, não deu para aramar e nem finalizar a poda dos galhos, porém planejo fazer isto neste próximo final de semana.





Essa é a nova estrutura da Calliandra, agora é só direcionar os galhos para baixo (mas com um certo movimento para não ficar algo muito simétrico) e esperar que ela volte a encher. Com o clima do Rio de Janeiro, acredito que antes de Fevereiro ele já esteja “pronto“, e aí vou começar a pensar naquelas raízes, e ver se deixo aquela pedra ou se coloco outra.
De quebra ainda trago pra vocês esse Pithecolobium tortum, que foi inteiramente trabalhado pelo Roberto Gerpe.

Pequenininho, não?