Archive | agosto, 2008

Calliandra rosa

Olá amigos, hoje trago a vocês um trabalho realizado junto com Roberto Gerpe. A planta é uma Calliandra, da variação que possui flores rosas, e foi inicialmente conduzida pelo amigo Claudio José Teixeira, que a conduziu desde a semente, plantada em 2001 e estava exatamente assim quando a trouxe para minha casa:

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Adubação

Hoje vamos falar um pouco sobre a adubação de um bonsai, já que a falta de adubo é uma causa bastante comum da morte de muitos bonsai.

Em uma família padrão, desde pequeno vemos nossos avós, pais e outros adultos cuidando de plantas, eles enchem um vaso de terra preta e a plantinha fica lá por meses, anos… De vez em quando alguém joga água nela, e só. Esse é todo o cuidado que vemos, muito de vez em quando alguém vai lá e remove as folhas secas, ou então substitui alguma planta que veio a falecer, e quando começamos a cuidar de bonsai temos que reaprender a cuidar de plantas.

Descobrimos que não podemos usar somente aquela terra preta, que a rega deve ser diária (na grande maioria dos casos), podendo ser até 2, 3 vezes por dia (dependendo do calor), aprendemos que a poda é essencial para o desenvolvimento da planta (falarei sobre isso em um próximo post) e descobrimos também que precisamos alimentar a planta. “Ora, mas eu nunca vi meus pais ou avós adubando plantas!“, das duas uma… Ou eles realmente não adubavam as plantas, ou você não estava por perto quando eles faziam isso, mas é bem mais provável que a primeira opção seja a correta, e eu já explico o motivo, mas antes vamos compreender essa necessidade de adubar o bonsai.

Bonsai é uma árvore plantada em uma bandeja (basicamente), isso nós já sabemos, certo? Na natureza, esta mesma árvore seria capaz de conseguir alimento diretamente do chão, já no vaso, a situação muda. Por estar em um recipiente pequeno, com pouca terra, o bonsai pode rapidamente consumir todos os nutrientes presentes naquele solo, e é por isso que adubamos, para repor esses nutrientes e continuar provendo alimento para a árvore.

E como saber se preciso adubar o meu bonsai?

Em muitos lugares você vai ler que só se aduba a planta nos períodos de maior crescimento, ou seja, primavera e verão, só que isso nem sempre é válido, por exemplo aqui no Rio de Janeiro, como eu já disse antes, estamos SEMPRE no verão, no que chamamos de inverno aqui, as plantas até diminuem o crescimento, mas não entram em dormência, que seria a fase onde elas consumiriam menos alimento, ou seja, deixando que o adubo que estivesse sendo aplicado, ficasse no solo, podem aumentar a acidez do substrato e por conseqüência causar danos ao bonsai.

Mas esse site não é lido somente por cariocas, então é preciso cautela. Principalmente se estiver usando adubo químico.

Adubo químico? Existe mais de um tipo de adubo?

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Trabalho com Leucena

Bem amigos, hoje trago para vocês a segunda parte do trabalho realizado na Leucena do amigo bonsaísta Claudio José Teixeira. As fotos foram feitas no dia 14 de Agosto, ou seja, 17 dias após a poda drástica que fizemos, reparem na rápida recuperação desta espécie…

Mesmo com pouco tempo nesta arte, eu já conheço muitas espécies e ainda não encontrei nenhuma que chega perto da resistência da Leucena… 17 dias sem vaso, com raízes expostas e ela continua brotando sem parar, aquela pasta avermelhada no topo da planta é a pasta cicatrizante, mas que talvez nem fosse preciso, tamanha é a força desta árvore.

Ainda acham que ela não é tão forte assim? Pois vejam essas estacas aqui:

Isso mesmo. 17 dias assim, soltas, apenas encostadas em uma parede úmida, sem substrato, sem vitaminas ou hormônios enraizadores… 17 dias sem o mínimo cuidado (além da umidade), e a estaca está brotando (tanto galhos e folhas, quanto raízes). É claro que ela não vai aguentar essa situação para sempre, e por isso já providenciamos o vaso e o substrato adequado para que ela se desenvolva melhor, como essa outra estaca aqui (que foi plantada logo no dia seguinte ao trabalho inicial).

Definitivamente acredito que essa seja a melhor espécie para se treinar, pois suporta todos os erros cometidos por iniciantes (como falta de rega, excesso de sol, podas desordenadas etc.) e é uma espécie de rápido crescimento, ou seja, ideal para praticar poda e aramação. Originária da América Central, estou gostando bastante de descobrir esta espécie e já plantei umas 80 sementes desta espécie aqui em casa, que estão crescendo muito rápido (ainda mais nesses dias de muito calor aqui no Rio de Janeiro), com um aproveitamento de 90% das sementes, em breve terei bastante material para fazer umas “experiências“, mesmo sabendo que o plantio de sementes é a mais demorada forma de se conseguir um bonsai, a rapidez de crescimento da Leucena consegue animar a qualquer um que deseja começar “do zero“.

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Bonsai na Geladeira

Bonsai na Geladeira

Acredito que todos que lêem este site sabem que eu sou carioca, nascido e criado no Rio de Janeiro, um local mundialmente famoso por suas condições climáticas, afinal só temos 2 estações por aqui, inferno e verão. O frio que sentimos é uma piada para qualquer lugar que tenha um inverno de verdade. Na temperatura que sentimos frio por aqui, o pessoal do Sul está sem camisa e indo pra praia!

Não, não estou reclamando, não gosto muito de calor mas ele é ótimo para as espécies que cultivo (como a Calliandra, o Pithecolobium, a Jabuticabeira etc.), só que como todo apreciador da natureza, eu fico fascinado pelas tais “cores outonais“, bem comuns em plantas de clima temperado (onde as 4 estações são bem definidas) e aqui no Rio de Janeiro, até possuímos algumas espécies que seguem o ciclo natural (aquele que aprendemos na escola, onde no outono todas as folhas mudam de cor e caem), mas não é a maioria… E quando estamos conhecendo as espécies utilizadas na arte do bonsai, vemos plantas lindas que seguem esse ciclo (como o Acer palmatum) e que jamais poderíamos cultivar aqui no Rio. Ora, mas porque? Será que a planta não se adapta? Não, não se adapta… Essas árvores precisam das estações definidas, precisam entrar em dormência no inverno (coisa que uma temperatura média de 27º não permitirá), precisam renovar suas folhas no outono e tudo mais, com o calor constante que temos por aqui ela nunca perceberá a mudança na temperatura, e acabará morrendo, tamanho é o desgaste.

Mas, nada é impossível, certo? Certo! É possível apreciar a beleza dessas espécies ao vivo, mesmo morando no Rio de Janeiro. Alguns bonsaístas que não se curvam diante problemas climáticos encontraram uma solução: Colocar o bonsai dentro de uma geladeira! Várias pessoas já me falaram “Mas cuidar de bonsai é difícil, tem que colocar na geladeira“, justamente por conhecerem bonsaístas que são adeptos dessa técnica.

Ahh, mas aí já é exagero! Porque não escolhem uma planta resistente ao clima da cidade?“, dirão alguns, mas não estamos aqui para julgar. Cada um é cada um, e cada pessoa tem suas espécies preferidas, eu era completamente fascinado pelo Acer palmatum, sempre quis ter um e ficava chateado por saber que ele morreria aqui no Rio, mas isso foi até conhecer o Acer tridente (prometo mostrar o meu exemplar algum dia desses), que resiste bem ao nosso calor, e é tão bonito (se não for mais) que o palmatum. O fato é, quem gosta de determinada espécie, faz de tudo para tê-la, e com um pouco (muito) de dinheiro e planejamento, é possível ter uma espécie de clima temperado, aqui no Rio de Janeiro ou em qualquer outra cidade quente.

Mas também, não é só tirar o yogurte e a manteiga de sua geladeira e colocar o bonsai lá, a umidade do ar precisa ser controlada, e a temperatura precisa ser constante. Na Chácara Tropical eles construíram uma “geladeira“, duas salas totalmente climatizadas, com temperaturas constantes de 6ºC, para ficar lá dentro, só com casaco mesmo, já que a umidade do ar é mantida, então a sensação térmica chega a ser menor que 6ºC. Além dos bonsai, eles colocam por lá Ikebanas e arranjos de flores, para prolongar a sua vida.

Abaixo estão algumas fotos dos bonsai deste espaço, com Zelkovas, Acers e outras espécies.

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Jin

Jin e Shari

Depois de um final de semana de descanso, e com muito bonsai, vamos dar continuidade ao aprendizado desta arte milenar. Hoje falaremos sobre JIN e SHARI.

Já repararam que algumas árvores na natureza, possuem uma parte do tronco, ou um galho, morto? É basicamente isso, o Jin é um galho (ou uma ponta de um tronco) que, por algum acontecimento natural, morreu e ficou seco na árvore. Muitas vezes um raio pode queimar um galho e ele ainda permanecer ali. O Jin viria a ser como os cabelos brancos dos homens, dando um aspecto de mais idade.

Aqui temos um exemplo de dois Jins, sendo feitos, por Roberto Gerpe:

Jin

O Shari, por sua vez, é quando um tronco, por algum motivo também natural, perde parte da casca. Geralmente, quando um galho cai, seu próprio peso arranca parte da casca da árvore. Isso também é uma marca que dá à planta, uma aparência mais velha. Uma curiosidade, na Índia (de onde vem essa palavra), shari significa cinzas sagradas de um Buda.

E aqui uma foto de um Shari, feito por Luciano Benyakob:

Ora, e como é possível fazer isso? Não é um processo tão complicado, mas ainda assim eu considero uma técnica avançada, pois é preciso ter uma visão estética apurada para conseguir fazer um trabalho bonito. Basicamente você precisa raspar a casca do tronco, ou galho, por completo, usando alicates, canivetes ou alguma ferramenta que você ache melhor.

O ideal, para que se transmita uma imagem de idade mesmo, é que sejam feitas ranhuras no Jin, por exemplo, destacando os detalhes das fibras do galho “morto“. Depois de remover a casa, deixe planta descansar um pouco, e mais ou menos um mês depois faça a primeira aplicação de Lime Sulphur (infelizmente os bonsaístas ainda não “traduziram” esta palavra, então em lojas especializadas você só vai conseguir comprar informando este nome mesmo), que é uma mistura de Cal virgem com Enxofre (com um cheiro bem desagradável) e serve para proteger o jin/shari de bactérias, do processo de apodrecimento, e ainda confere uma coloração esbranquiçada ao galho/tronco.

Um detalhe bem importante, e que muitas vezes não prestamos atenção: Onde for feito o jin/shari, haverá uma interrupção no transporte da seiva, ou seja, aquela parte não receberá mais alimento. Portanto, quando for utilizar essa técnica, tenha sempre isso em mente, pois você pode, sem querer, interromper o fluxo da seiva para alguma parte importante do seu bonsai.

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Yamadori

Conforme prometido hoje vamos falar um pouco sobre o Yamadori. Afinal, o que é isso? Um estilo de bonsai? Uma técnica avançada?

Yamadori nada mais é do que uma técnica, uma forma de se obter um bonsai, assim como o Misho (plantio por sementes), a estaquia (obtenção de mudas por estacas), a alporquia (ou mergulhia, que permite a obtenção de uma muda já com raízes a partir de outra árvore), a diferença é que no Yamadori você faz a coleta na natureza, removendo a árvore inteira com o máximo de raízes possíveis.

É a melhor técnica que existe para se conseguir um bonsai adulto. Lembram do Karatê Kid? Quando o Daniel San vai até aquele penhasco, e coleta um bonsai para o Mestre Miyagi… Pois é, aquilo é um Yamadori (um tanto quanto arriscado, mas ainda assim).

Em sua essência, o Yamadori é a busca de árvores “anãs“, bonsai já prontos na natureza, árvores que mesmo contra a chuva, sol, vento, conseguiram sobreviver mantendo uma forma compacta, com galhos retorcidos e uma aparência bem envelhecida.

No Brasil, por cultivarmos bonsai há muito pouco tempo, essa é a única maneira de conseguirmos plantas nativas com 20, 30 ou até 50 anos de idade. Aposto que vocês estão pensando que isso é crime, afinal, mesmo que seja retirado apenas um exemplar, você está “desmatando” e removendo aquela árvore de seu habitat natural, mas veja bem, pelas leis brasileiras você não pode remover uma árvore assim sem mais nem menos, por isso em nosso país o Yamadori é feito em árvores existentes dentro de propriedades particulares, com autorização do proprietário, e em muitos casos também, fazemos Yamadori em terrenos onde serão construídos prédios, afinal as árvores seriam removidas de qualquer forma.

Para a maioria das pessoas o Yamadori chega até a assustar, já que muitas vezes coletamos árvores grandes (com mais de 1 (um) metro de altura), e todo mundo tem a concepção de que bonsai é a arte de cultivar árvores em miniatura, mas o Yamadori deixa claro que bonsai é muito mais que isso, bonsai é a arte de recriar a natureza em um vaso, reduzindo o tamanho mas nem sempre tão drasticamente e nem sempre com aquela aparência delicada que muitos bonsai possuem.

Remover uma árvore da natureza não é tão simples quanto parece, é necessário ver se a planta está pronta para ser retirada, como estão suas raízes (o ideal é não danificar as raízes capilares, por onde a planta se alimenta) e, mesmo em um país como o nosso que não possui estações bem definidas, é melhor que a árvore seja retirada na Primavera. Com o auxílio de ferramentas “pesadas“, cava-se uma espécie de trincheira ao redor das raízes da árvore, para que a mesma seja removida com o torrão de terra intacto (ou o mais próximo possível disso). A poda de galhos/ramos pode ser feita antes ou depois da remoção, mas é bom que se faça antes (algumas semanas antes) da coleta, para diminuir o stress da árvore.

Depois de removida, é preciso envolver as raízes com panos bem úmidos, para evitar que as raízes sequem ou fiquem danificadas, e quando voltar para casa, realize o transplante, podando um pouco das raízes e plantando a árvore em um substrato com muito boa drenagem (areia, pedriscos etc.), a partir daí é só esperar que ela se recupere e depois inicie o trabalho de estruturação e estilização da árvore.

O Yamadori não é uma técnica para iniciantes, mas é algo bem interessante para que vocês comecem a pesquisar, uma espécie de Projeto Futuro. Aqui no Estado do Rio de Janeiro, temos um grande praticante do Yamadori, que é o Marcelo, de Cabo Frio. Ainda não o conheço pessoalmente, mas só de entrar no site dele já podemos ver o grande artista que é.

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Atualização

Aqui está mais uma atualização da minha florestinha de Ficus retusa, a última atualização mostrada aqui foi no dia 30 de Junho de 2008. Percebam que ele já brotou quase todas as folhas em um curto espaço de tempo, esta espécie é realmente muito forte e resistente, nem se importou por eu ter feito a troca de vaso e substrato, mesmo já tendo feito este mesmo procedimento há menos de 6 meses.

A intenção foi deixar aquele “morrinho” no meio do vaso mesmo, tanto que tive que colocar uma pedra embaixo da planta do meio, para que ela ficasse mais alta, as raízes dos outros ficus estão apoiadas nas do ficus central, para que ficassem inclinadas para os lados, dando este aspecto triangular ao conjunto.

Como essa espécie é bem versátil e resistente, esse “desenho” não é final, pode ser que eu mude a ordem das árvores da próxima vez, mas até que esta resultado me agradou bastante. O vaso foi feito exclusivamente para esta florestinha, pelo amigo Arthur Dornelas. As fotos não estão mostrando muito bem o conjunto vaso e plantas, mas prometo fazer fotos melhores em breve.

O que farei daqui pra frente com essa florestinha? Simples, podar, adubar e esperar. A poda servirá para estimular a brotação e ramificação dos galhos, dando mais densidade ao conjunto, como uma floresta realmente deve ser.

Esse é um dos projetos feitos inteiramente por mim, desde a escolha do vaso, até a aramação das plantas e posicionamento das mesmas, a única coisa que não fiz foi escolher essas plantas, que foram escolhidas pelo meu irmão. E como com todo bonsai que você cuida, você acaba criando um vínculo, com essa florestinha então, o vínculo se torna ainda mais forte, pode até não ser um exemplar digno de prêmios e exibições, mas pra mim isso não importa tanto, o importante é que eu goste do resultado final (na verdade isso é o que deveria ser importante para todos, mas isso é papo para outro post).

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China e o bonsai

Pouca gente sabe (quem leu a seção “História do Bonsai” já deve saber) mas o bonsai não foi “inventado” no Japão, como a maioria das pessoas acredita.

O Japão apenas “aperfeiçoou” a técnica, digo isso entre aspas porque tem muita gente que não concorda. A China segue uma linha mais naturalística, trabalhando grandes árvores sem se preocupar muito com regras (aparentemente), e tratam os bonsai como se realmente fossem árvores, cada espécie seguindo o desenho daquela espécie na natureza. Vocês podem achar estranho eu falar isso, mas existem pessoas que tratam todas as plantas como coníferas, ou outras espécies usadas pelos japoneses… Alguns bonsaístas querem que todos os seus bonsai tenham a mesma estrutura, não importando a espécie. Bom, não estamos aqui pra discutir quem está certo, mas particularmente eu concordo com os chineses, afinal, bonsai é isso: Reproduzir a natureza em um vaso, nada além disso.

Mas voltando à origem do bonsai: Os monges chineses, em suas longas caminhadas, contemplavam algumas árvores anãs que viam pelo caminho, achavam fascinante que aquelas árvores, mesmo contra todas as probabilidades, ainda resistiam e lutavam contra as adversidades, e então resolveram levar um pouco desse espírito para dentro de suas cidades, no início cada monge cuidava apenas de uma planta, uma dedicação total com aquela árvore, que em muitos casos servia como canal de meditação. Hoje em dia perdemos um pouco disso, as pessoas gostam do bonsai apenas para enfeitar suas casas, e se esquecem que além de embelezar o ambiente, ele também serve para purificar a casa.

Um dos meus professores, Claudio Ratto, sempre diz “Bonsai é compactação“, mas nesse caso eu acrescento: “Bonsai é CONTEMPLAÇÃO“, ao dedicar uma parte do seu dia para observar suas plantas, você verá como sua visão de mundo mudará. E os chineses já sabiam disso há milênios atrás…

Mas Vinicius, se você já falou sobre a história do bonsai antes, porque falar novamente agora?” Ora, hoje começam as Olimpíadas na China, e, apesar de não concordar com a posição política do atual governo da China, não acho que seja justo manchar milênios de história com essa política suja que está presente em todos os países do mundo.

A China já está em evidência há bastante tempo, todos os países estão de olho em seu mercado consumidor, e é sempre bom lembrar que ela não surgiu agora, que muito antes de sermos colonizados, eles já viajam pelo mundo e espalhavam sua cultura.

Há algum tempo atrás, Claudio Ratto, Roberto Gerpe e Manoel, foram à China, e se vocês achavam que bonsai era uma coisa pequena e delicada, dêem uma olhada nas fotos a seguir… Isso também é bonsai!


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